Soluções – Além desse nicho de mercado, os fabricantes têm investido nos concentrados de alto valor agregado. Uma parcela do setor aposta nas chamadas “soluções”, produtos que não se restringem a conferir só cor ao transformado. Para a Macroplast, esse master considerado especial tem também o objetivo de melhorar as propriedades físicas da resina. Em prol da segurança das embalagens, a Ampacet, a Cromex e a Macroplast desenvolveram linhas de masterbatch para marcação a laser. O produto se propõe a evitar cópias e falsificações das peças. “A tendência é de aumentar a procura por produtos de alto valor agregado”, aponta Souza. Ao utilizar uma composição especial, o master permite que o produto seja rastreado. Para Souza, esse mercado está em grande desenvolvimento. Segundo o gerente de marketing da Macroplast, Hermann Schumacher, os masterbatches são produtos que tornam a marcação a laser mais nítida e legível.

Outra aposta da Cromex se refere ao filme respirável. Um processo de estiramento específico permite que o produto deixe o gás passar. “Esse master é bastante usado em fraldas, mas tem várias outras aplicações, pois permite a transpiração da pele”, explica Galaso.

Entre os produtos da linha da Procolor, os destaques ficam por conta dos masters para leitura óptica em poliuretano (PU) e também uma ampla linha de materiais fluorescentes para o mercado de sacolas para lojas.
Souza e Galaso apostam no avanço do master líquido

Na linha de concentrados de cor com efeito, os perolizados ainda se sobressaem no mercado. A novidade está no fato de que hoje eles respondem por vendas em grande escala e não mais se limitam a peças promocionais. Para se ter uma idéia, o branco perolizado da Cromex deixou de ser produzido por encomenda para compor o portfólio da empresa. Um dos responsáveis pelo incremento da demanda é o mercado de cosméticos. “Esse setor cresce e leva com ele o master de efeito”, comenta Galaso. Em tempo, nos últimos onze anos, o desempenho da indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos no Brasil apresentou um crescimento médio anual de 10,9%. Apesar do aumento da demanda, vale um adendo feito por Sergio Palermo, da área comercial da Procolor. Para ele, os produtos com efeitos especiais refletem tendências da moda e, por isso, respeitam uma certa sazonalidade.

Cenário atual – Os principais líderes do mercado, no entanto, não acreditam que todos os fabricantes tenham poder de fogo para acompanhar as tendências e investir em tecnologia e desenvolvimentos inovadores. O segmento do concentrado de cor se perpetua de forma heterogênea e, em volumes, demanda ao ano 80 mil toneladas. Trata-se de uma indústria que cresce entre 6% e 7% e acomoda hoje, segundo estimativas de Schumacher, cerca de 140 fornecedores, dos quais pouco mais de 10% possuem atuação nacional e internacional. O setor agrega também um grupo formado por empresas com abrangência apenas regional. Uma terceira parte dessa indústria, cerca de 30%, só comercializa os concentrados, ou seja, não produz. É o caso da Masterplast. Fundada em 1995, a empresa representa e distribui os produtos da Cromex S/A e da Cromex Bahia em toda a região do Paraná e Santa Catarina. De acordo com o responsável por essa distribuição e revenda, Edgard Perez Júnior, a região do sul do País cresceu muito e exigiu estoque local para pequenas quantidades. Em outras regiões, ocorreu o mesmo, instigando a criação, três anos depois, da Masterplast Santa Catarina.

Divulgação À primeira vista, o setor pode ser considerado pulverizado. Para o diretor-técnico da Bevi-Plastic, Italo Salussolia, muitos fabricantes podem fazer o concentrado de cor, porém, nem todos têm condições de garantir sua repetibilidade. As facilidades financeiras e tecnológicas do masterbatch suscitam a entrada de novos fabricantes. Para se ter uma idéia, nos últimos vinte anos, o número de empresas aumentou em mais de cinco vezes. No entanto, os especialistas avisam: a maior parte dos fabricantes só abastece o mercado com commodities. Na opinião do diretor-geral da Polimaster, Marco Juarez Reichert, a parcela que se dedica ao preto e ao branco tem como prumo o preço. A saída seria se dedicar às especialidades, pois poucos têm condições de fabricá-las e sua abrangência é nacional.
Para Salussolia, o setor tem priorizado a qualidade

 “A maioria das empresas está no meio disso, fazendo cores que o mercado já está tratando como uma commodity”, diz Reichert. De acordo com o diretor-presidente da Procolor, Roberto Clauss, apesar da avalanche de novas indústrias do ramo, há espaço para todos. “O universo do plástico é imenso. Todos os produtores de uma maneira ou outra encontram seu nicho”, aposta.
 

 
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