A Mecalor possui outras três séries com condensação a ar. A única que ainda será reestruturada é a GSA, de 45.000 e 60.000 kcal/h. As linhas MSA e RLA já passaram por reestruturação, que inclui modernização na forma construtiva e ampliação de capacidades. Todos os modelos da GSA e RLA, além do MSA-30, têm dois circuitos independentes de refrigeração. A linha MSA vai desde 5.000 kcal/h até 30.000 kcal/h, e a RLA de 75.000 até 240.000 kcal/h.

De acordo com Szegö, foram mais de quinze meses de trabalho no projeto de modernização das linhas. Outra novidade apresentada na Brasilplast foi a Unidade de Ar Seco (UAS). Trata-se de um recurso capaz de evitar a condensação no molde.

O uso de água com temperatura abaixo de 5ºC, adicionando-se anticongelante, garante bons resultados na redução dos ciclos. Porém, a condensação do vapor d’água do ar ambiente sobre a superfície do molde pode ser um obstáculo. Para evitar que isso ocorra, a Mecalor aconselha o enclausuramento da porção superior da injetora ou sopradora para que seja direcionado ar seco sobre o molde. “A barreira de ar seco é suficiente para impedir a condensação.”

Modelo 2007 – A linha Polar da Metalplan também foi totalmente reestruturada, segundo informações do diretor-comercial Edgard Dutra Jr. Entre as inovações, Dutra cita o novo CLP. “Garante completo controle e diagnóstico da operação, manutenção e falhas, o que traz muita confiabilidade ao equipamento e tranqüilidade ao cliente.”
De fabricação 100% nacional, a linha 2007 de chillers tem capacidades desde 1.000 kcal/h a 120.000 kcal/h, nas opções com condensação a ar ou a água, com e sem reservatório interno e tensões 220/380/440V - 50/60Hz. “Apresenta novo design de gabinete com dimensões reduzidas e novo CLP.”

A linha utiliza compressores Scroll. “Proporcionam até 15% de redução no consumo de energia, em paralelo com todo o circuito frigorífico e hidráulico, também otimizados. Tais características tornam os nossos chillers os mais econômicos do mercado”, promete. Conta também com opcionais, tais como gás ecológico, circuito hidráulico de aço inoxidável, bombas centrífugas com vazão e pressão especiais e painel remoto.

De acordo com Dutra, a Metalplan tem mais de 30 mil unidades instaladas no Brasil, além de quatro mil no exterior, incluindo os Estados Unidos, entre chillers e outros equipamentos de refrigeração industrial. “A fabricação dos equipamentos é 100% nacional, sendo que alguns itens, como compressores frigoríficos, válvulas e pressostatos são adquiridos de empresas multinacionais já instaladas no Brasil há vários anos.”

Segundo Dutra, nos últimos dois anos, a Metalplan investiu mais de R$ 3 milhões na reformulação da linha de produtos, nas equipes de vendas e engenharia e na reestruturação do parque fabril, incluindo a aquisição de novas máquinas e ferramentas. “Estimamos um crescimento de 20% em relação a 2006”, afirma Dutra.

Já a Tecnos alimenta expectativas de crescimento da ordem de 40% em relação ao período anterior. Segundo o diretor da empresa, Daniel Izu, o mercado nacional está bastante aquecido. De fabricação nacional, a linha de unidades de água gelada vai desde 3.000 kcal/h até 120.000 kcal/h. Os chillers acima de 120.000 kcal/h são importados da Frigel Firenze, da Itália.

São fabricados modelos com condensação a ar ou a água, com dois circuitos independentes de refrigeração e reservatório em aço inoxidável, entre outras características. “São sistemas compactos e montados sob rodízio.” De acordo com Izu, a empresa conseguiu reduzir em aproximadamente 30% os custos dos equipamentos com o processo de nacionalização, iniciado há quatro anos.

Os equipamentos de água gelada mais vendidos são os de 60.000 kcal/h ou seja, os de menor capacidade. “O transformador tem feito esta opção por causa da flexibilidade dos equipamentos individuais, como temperatura, vazão e pressão, pois no equipamento central esses parâmetros são divididos entre todas as máquinas.”

Entre as novidades, cita o sistema Tecnodry de resfriamento de água industrial em circuito fechado. Segundo o fabricante, a nacionalização reduziu os custos em 30% em relação ao importado. “Gasta 40% menos energia em relação à versão anterior e praticamente não consome água”, garante.
De acordo com Izu, os aparelhos da série eliminam o calor gerado em diversos processos industriais, sem consumo de água e com reduzido consumo de energia elétrica. “São capazes de resfriar mediante um simples sistema de troca térmica com o ar, aproveitando a enorme capacidade de absorver o calor para o ambiente.”

O painel de controle se caracteriza pela simplicidade de operação e pode ser instalado a qualquer distância do Tecnodry. A Tecnos possui praticamente toda a linha de periféricos para a indústria plástica e exporta para alguns países da América do Sul.

Central ou individual – O uso de central de água gelada, ou unidade para cada ponto de resfriamento, é outra questão importante. “

O uso de unidades dedicadas aumenta o custo de aquisição, mas já foi comprovado que tem o melhor custo/benefício em várias empresas”, afirma Izu.

Para Prado, as unidades individuais reduzem as perdas

O vice-presidente para a América Latina da Piovan do Brasil, Ricardo Prado, observa uma tendência para as unidades individuais ou que atendam a um grupo de máquinas: “

As unidades individuais extraem o máximo de cada processo, aumentando produtividade e reduzindo perdas.”


De acordo com Izu, o mercado nacional está aquecido

De acordo com Prado, o importante é que o projeto garanta a flexibilidade do processo e o aumento da produtividade, por meio de temperaturas ideais para cada caso, além da otimização do consumo energético.

 
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