País é líder
mundial no reúso
Uma pedra no caminho da indústria química começa a ser removida com iniciativas bem articuladas entre as empresas, organismos de fiscalização de normas ambientais e com o aumento da consciência ecológica de segmentos sociais e econômicos. Quando o tema é a reciclagem de embalagens plásticas rígidas para defensivos agrícolas, o Primeiro Mundo fica aqui. Em percentuais, o País reaproveita 87% desses recipientes, seguido do Canadá (70%) e Alemanha (65%). Nesse aspecto, os EUA demonstram o menor índice de preocupação com a solução ecoeficiente e representam 20%. Os dados foram coletados em 2005 numa pesquisa encomendada pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), uma entidade sem fins lucrativos, criada pela própria indústria de defensivos agrícolas. Em 2006, a reciclagem de embalagens provenientes do campo atingiu 17 mil toneladas, de um total de aproximadamente 19 mil e 500 coletadas. No total, os plásticos respondem por 75% e os demais materiais 25%. No detalhamento, o polietileno de alta densidade lidera o descarte com 55%. O polietileno multicamada, ou coex, representa 20%. O papelão fica em 8% e as latas de aço, 5%. O polipropileno, na forma de tampas de recipientes rígidos corresponde a 4%. O percentual restante é formado pelas embalagens flexíveis, que não podem ir à reciclagem, ou pelas rígidas guardadas inadequadamente, também destruídas por reação térmica. A tecnologia da informação é uma forte aliada desse esforço. O site do Inpev informa que resultam 12 produtos da reciclagem de embalagens rígidas de defensivos agrícolas, notadamente: barrica de papelão e embalagem triex para produtos químicos. Em termoplásticos, a indústria produz ainda tubos para esgoto, cruzeta de poste de transmissão de energia, embalagem de óleo lubrificante, caixa de passagem para fios e cabos elétricos, caixa de bateria automotiva, conduíte corrugado, tampa agro recicap, duto corrugado, saco plástico de descarte e incineração de lixo hospitalar e barrica plástica para incineração.A logística em termos de segurança é estratégica.
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