Moldes
Ferramenteiros adotam padronização e estimulam venda de componentes
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Texto de José San´t Anna e fotos de Cuca Jorge/ Expressão Foto

Componrnte para moldes fabricados pela Tecnoserv

Fabricantes de peças como lâminas extratoras, buchas, pinos, molas e outros produtos utilizados nos moldes para injeção de plásticos vivem bom momento. De acordo com as empresas do setor, o aquecimento das vendas não é reflexo apenas da atual fase positiva da economia. A expectativa otimista se deve também ao fato de os fabricantes de ferramentas estarem se conscientizando dos benefícios proporcionados pela utilização de itens padronizados. Ainda na opinião de os fornecedores, o mercado descobriu que a prática reduz custos e torna mais ágil a execução dos projetos.

Os fabricantes dessas peças atendem três diferentes nichos de mercado: os de porta-moldes; de moldes novos, feitos com placas usinadas pelos próprios fabricantes das ferramentas; e os de reposição. Os clientes atendidos são extremamente pulverizados. Para se ter uma idéia de segmentação, apesar de não existirem estatísticas oficiais, se estima que o número de ferramentarias no Brasil esteja entre dois e três mil, computando-se as unidades presentes em transformadores de plástico que atuam de maneira vertical. A grande maioria dessas empresas é de pequeno e médio porte.

Também faltam dados confiáveis, mas se acredita que entre 50% e 70% das ferramentas novas produzidas no Brasil surjam com a aquisição de porta-moldes. Como os porta-moldes são comercializados com todos os itens incluídos, não é de se estranhar que alguns dos seus fabricantes tenham se transformado em nomes de destaque entre os produtores de componentes. Outros fornecedores de porta-moldes, no entanto, preferem terceirizar a operação e se tornam bons clientes das empresas especializadas.

As vendas de padronizados também acontecem de forma expressiva entre as ferramentarias que não adquirem porta-moldes. Fabricar as placas internamente pode ser operação compensadora em determinados casos para os produtores de matrizes. Mas o raciocínio é outro quando o assunto é a verticalização da produção de pinos, de buchas e extratores, entre outros itens.

Esses componentes são produzidos em operações complexas. Eles apresentam tolerâncias dimensionais muito rígidas, exigem a aquisição de materiais especiais e a contratação de empresas de tratamentos térmicos. Por isso, a aquisição de peças padronizadas fornecidas por empresas especializadas na maioria das vezes apresenta custos mais atraentes para os ferramenteiros.

A opinião dos transformadores, os usuários finais dos moldes, pesa muito. Entre eles, a padronização é muito bem-vista. Ela permite ajustes rápidos dos componentes com o molde na máquina de injeção. Também ajuda quando surgem problemas de manutenção – caso, por exemplo, da quebra de pinos extratores, fato corriqueiro nas linhas de produção. Nesse caso, encontrar peças com medidas dentro das normas permite reposição fácil e reparo rápido.

Serviço completo – Os fabricantes de porta-moldes, por dever de ofício, são grandes usuários de componentes padronizados. O fato fez com que algumas dessas empresas investissem na verticalização e se especializassem também no fornecimento das mais variadas peças para as ferramentarias.
 

 
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