Por isso, Ana Lúcia Murare Green, responsável pelas vendas e marketing da empresa, divulgou que a SIG Beverages trouxe da Alemanha o sistema Bottles & Shapes.

O conceito se propõe a abranger desde o apoio no desenvolvimento do produto, passando pelo design, escolha do material e otimização do processo até a fabricação das garrafas PET.
Ana: SIG quer prestígio como perita em PET

A divisão SIG Corpoplast se baseou em seus trinta anos de experiência para oferecer as sopradoras Blomax série III. As máquinas para moldagem e sopro por estiramento se destacam pelos tempos reduzidos de troca de moldes e economia energética.

“A energia de aquecimento é 25% menor do que a concorrência”, afirma Ana. A alta velocidade também é um diferencial. O modelo fabrica 1.800 garrafas por hora, em cada estação de sopro.

Impressora: flexográfica da Feva era a única do segmento na feira

A única máquina flexográfica na feira era da marca Feva. O fabricante levou uma máquina de oito cores, banda média. “Queremos implementar esse sistema de 500 mm a 800 mm de largura, pois esse mercado vai crescer”, anuncia o diretor-comercial da Feva, Fernando Celso Bueno.

Nobreza estética - A decoração mais elaborada se confirmou como o mote do rótulo termoencolhível do tipo sleeve. Capaz de ampliar as possibilidades do designer, o produto sofistica a embalagem, tornando-a mais nobre. Por isso, como ocorreu em edições passadas, o sleeve figurou entre algumas das sensações da feira. Muitas eram as empresas do ramo, entre fabricantes do rótulo ou da máquina aplicadora. Essa quantidade de expositores reflete o mercado. Não há dados precisos sobre o crescimento do setor, mas existe consenso sobre o seu poder de atração. Em linhas gerais, se aceita a seguinte idéia: consumidor com mais poder aquisitivo engorda a demanda do termoencolhível, de forma proporcional.

A francesa Sleever International dá indicativos desse potencial. Na empresa, o volume de negócios cresce, em média, 30% ao ano. A indústria nacional se abriu para o produto há cerca de quatro anos, no ramo de iogurtes. Desde então, o ramo de alimentos encabeça a lista dos seus principais consumidores, ao lado dos cosméticos.

Em geral, as empresas utilizam o policloreto de vinila (PVC). No entanto, uma parcela dos fabricantes opta por outras resinas, como o poliestireno orientado (OPS). É o caso da Sleever International. A escolha da empresa pelo OPS tem a ver com o restrito poder de retração do PVC, segundo o diretor-financeiro Carlos Lins. Para ele, o PVC atinge no máximo 55% de encolhimento – taxa considerada baixa, enquanto o OPS alcança 85%. A empresa oferece ao mercado a solução integrada (se responsabiliza pela fabricação do filme até a colocação do rótulo na embalagem). “Dominamos o processo de ponta a ponta”, orgulha-se Lins. A máquina apresentada na feira faz até 250 golpes por minuto.

Além da concorrência de outros fabricantes do ramo, as empresas se vêem às voltas com o embate indireto de outros produtos, como o autoadesivo e o mold label. O diferencial do sleeve está na sua capacidade de envolver a embalagem por inteiro. “O rótulo se transforma numa pele da peça”, explica Lins.

Para se diferenciar no mercado, todos buscam inovações. Um dos mais recentes lançamentos apresentados pela Sleever International se trata do mirror sleeve. Com impressão em rotogravura, o rótulo imita o efeito espelho, por conta do desenvolvimento de um pigmento específico para o produto. Outra novidade no estande era o adesivo com textura de couro. Feita pelo lado de fora da peça, a aplicação fica com um efeito embaçado. “É um produto sofisticado. Apesar de disponível no mercado nacional, ainda não há demanda”, observa Lins.

Lins: destacou rótulo com textura de couro

Em muitos casos, o termoencolhível se qualifica mais para vendas spot, por causa do seu valor agregado superior e seu caráter promocional. Apesar dessa característica, o fabricante continua confiante e aposta ser esse um perfil temporário. A empresa ratificou sua intenção de melhorar o atendimento na unidade brasileira. A Sleever desde o ano passado importa o rótulo semi-acabado. Antes só fazia a colocação no Brasil. Os planos futuros incluem a fabricação local. “O objetivo é importar o filme virgem”, comenta Lins. Até o próximo ano, a companhia deve instalar uma nova fábrica para fazer a impressão no País.

Tradicional na fabricação de rótulos, a Catuaí Print, de Nova Fátima-PR, há cerca de um ano decidiu produzir o termoencolhível sleeve. “É uma tendência aumentar as vendas desse produto”, afirma Maristela Félix, do departamento comercial da Catuaí Print. A matéria-prima escolhida é o PVC e a impressão, a flexográfica. A novidade da empresa na feira era representada por um sleeve feito com o lacre de segurança.

A Italpack Comercial, de São Paulo, também aposta no rótulo funcional. O lançamento na exposição se tratou de um sleeve que serve como lacre. “O produto contorna todo o frasco e vem com picote, garantindo a segurança”, explicou Vincenzo D´Erditá Neto, do marketing da empresa. Há sete anos no mercado de termoencolhíveis, a Italpack fabrica em filme PVC e PET e faz a impressão de até oito cores, em flexografia.

Argentino apresentou embalagem multicamada de PP

Para Neto, a aceitação do produto está relacionada ao aumento dos fabricantes nacionais. Atrelado às importações, esse segmento se via restrito e paralisado. “Há dois anos os produtos eram prioritariamente importados”, aponta. De acordo com estimativas de Neto, o sleeve representa entre 2% e 3% do consumo de rótulos e tem muito espaço para evoluir. As expectativas se confirmam nos planos da empresa. Até o fim do ano, o fabricante irá se mudar para um parque gráfico maior e pretende encerrar 2007 com aumento de faturamento de 60% sobre 2006.

Coex - O mercado da co-extrusão tem lugar cativo na indústria de alimentos, sobretudo no ramo de flexíveis. De acordo com a Abief, em torno de 35% dessas embalagens empregam a co-extrusão. Por causa de suas características intrínsecas, como a proteção intensificada à luz, ao gás ou ao vapor d´água, o processo instiga lançamentos, como o da Plastest, fabricante de filmes de PP, de Itupeva-SP. A empresa apresentou um desenvolvimento conjunto com a petroquímica Braskem e a produtora das máquinas Ciola, Acmack: o Flexo 7200. Esse filme vem com a proposta de aliar a barreira do PP à gordura e seu brilho e transparência às vantagens do polietileno (PE). “A selagem fica nobre e é possível melhorar as propriedades mecânicas do filme com a co-extrusão”, explica o diretor-comercial da Plastest, Roberto Argentino. Antes, para obter essa estrutura, se utilizava laminação (náilon com poliéster).

O produto foi feito em uma co-extrusora tubular. A vantagem dá conta do resfriamento ser realizado com água gelada, melhorando a transparência e o brilho. O fabricante o indica para embalar fatiados, pois se trata de um desenvolvimento para perecíveis (garante-se a validade de 30 dias de conservação).

utras aplicações sugeridas são as embalagens para açúcar e condimentos. A idéia é utilizar o PP para reduzir a espessura do filme. Em geral, esses produtos são embalados com PE, em espessuras mais grossas. Esse filme multicamada vai ao encontro da tendência anunciada pela Abief de embalagens mais leves.

Bárbara aposta no co-extrudado para o setor de rígidos

A cultura dos transformadores também avança para um novo paradigma. De acordo com Argentino, hoje o filme monocamada é visto com restrição, enquanto, no passado, ocorria exatamente o contrário. “Há cinco anos, o mercado era reticente a filmes multicamadas, por causa do custo. Com o desenvolvimento de resinas especiais, a fabricação de filmes técnicos teve ganhos”, conclui Argentino.
 

 
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