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Por isso, Ana Lúcia Murare Green, responsável pelas vendas e marketing da empresa, divulgou que a SIG Beverages trouxe da Alemanha o sistema Bottles & Shapes.
A divisão SIG Corpoplast se baseou em seus trinta anos de experiência para oferecer as sopradoras Blomax série III. As máquinas para moldagem e sopro por estiramento se destacam pelos tempos reduzidos de troca de moldes e economia energética.
A única máquina flexográfica na
feira era da marca Feva. O fabricante levou uma máquina de oito cores,
banda média. “Queremos implementar esse sistema de 500 mm a 800 mm de
largura, pois esse mercado vai crescer”, anuncia o diretor-comercial da
Feva, Fernando Celso Bueno. A francesa Sleever International dá indicativos desse potencial. Na empresa, o volume de negócios cresce, em média, 30% ao ano. A indústria nacional se abriu para o produto há cerca de quatro anos, no ramo de iogurtes. Desde então, o ramo de alimentos encabeça a lista dos seus principais consumidores, ao lado dos cosméticos. Em geral, as empresas utilizam o policloreto de vinila (PVC). No entanto, uma parcela dos fabricantes opta por outras resinas, como o poliestireno orientado (OPS). É o caso da Sleever International. A escolha da empresa pelo OPS tem a ver com o restrito poder de retração do PVC, segundo o diretor-financeiro Carlos Lins. Para ele, o PVC atinge no máximo 55% de encolhimento – taxa considerada baixa, enquanto o OPS alcança 85%. A empresa oferece ao mercado a solução integrada (se responsabiliza pela fabricação do filme até a colocação do rótulo na embalagem). “Dominamos o processo de ponta a ponta”, orgulha-se Lins. A máquina apresentada na feira faz até 250 golpes por minuto. Além da concorrência de outros fabricantes do ramo, as empresas se vêem às voltas com o embate indireto de outros produtos, como o autoadesivo e o mold label. O diferencial do sleeve está na sua capacidade de envolver a embalagem por inteiro. “O rótulo se transforma numa pele da peça”, explica Lins. Para se diferenciar no mercado, todos buscam inovações. Um dos mais recentes lançamentos apresentados pela Sleever International se trata do mirror sleeve. Com impressão em rotogravura, o rótulo imita o efeito espelho, por conta do desenvolvimento de um pigmento específico para o produto. Outra novidade no estande era o adesivo com textura de couro. Feita pelo lado de fora da peça, a aplicação fica com um efeito embaçado. “É um produto sofisticado. Apesar de disponível no mercado nacional, ainda não há demanda”, observa Lins.
Em muitos casos, o termoencolhível se qualifica mais para vendas spot, por causa do seu valor agregado superior e seu caráter promocional. Apesar dessa característica, o fabricante continua confiante e aposta ser esse um perfil temporário. A empresa ratificou sua intenção de melhorar o atendimento na unidade brasileira. A Sleever desde o ano passado importa o rótulo semi-acabado. Antes só fazia a colocação no Brasil. Os planos futuros incluem a fabricação local. “O objetivo é importar o filme virgem”, comenta Lins. Até o próximo ano, a companhia deve instalar uma nova fábrica para fazer a impressão no País.
A Italpack Comercial, de São Paulo, também aposta no rótulo funcional. O lançamento na exposição se tratou de um sleeve que serve como lacre. “O produto contorna todo o frasco e vem com picote, garantindo a segurança”, explicou Vincenzo D´Erditá Neto, do marketing da empresa. Há sete anos no mercado de termoencolhíveis, a Italpack fabrica em filme PVC e PET e faz a impressão de até oito cores, em flexografia.
Para Neto, a aceitação do produto está relacionada ao aumento dos fabricantes nacionais. Atrelado às importações, esse segmento se via restrito e paralisado. “Há dois anos os produtos eram prioritariamente importados”, aponta. De acordo com estimativas de Neto, o sleeve representa entre 2% e 3% do consumo de rótulos e tem muito espaço para evoluir. As expectativas se confirmam nos planos da empresa. Até o fim do ano, o fabricante irá se mudar para um parque gráfico maior e pretende encerrar 2007 com aumento de faturamento de 60% sobre 2006. O produto foi feito em uma co-extrusora tubular. A vantagem dá conta do resfriamento ser realizado com água gelada, melhorando a transparência e o brilho. O fabricante o indica para embalar fatiados, pois se trata de um desenvolvimento para perecíveis (garante-se a validade de 30 dias de conservação).
A cultura dos transformadores também avança para um novo paradigma. De acordo com Argentino, hoje o filme monocamada é visto com restrição, enquanto, no passado, ocorria exatamente o contrário. “Há cinco anos, o mercado era reticente a filmes multicamadas, por causa do custo. Com o desenvolvimento de resinas especiais, a fabricação de filmes técnicos teve ganhos”, conclui Argentino.
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