Indústria
de embalagem Texto de Renata Pachione e fotos de Cuca Jorge
De 12 a 15 de junho, o Anhembi, em São Paulo, foi cenário para a indústria de embalagens plásticas mostrar sua força no mercado de alimentos. Entre os cerca de dois mil expositores da 23ª Fispal Tecnologia, as empresas ligadas ao setor ratificaram seu alinhamento às tendências internacionais e indicaram bons ventos para os próximos anos. A maior parte dos participantes, além de apresentar lançamentos em produtos, anunciou planos de expansão e investimentos. Considerado um termômetro da atividade industrial brasileira, o setor de embalagens busca validar esses esforços. A Associação Brasileira de Embalagem (Abre) prevê, para 2007, aumento de sua produção em torno de 2%, em relação ao ano passado. Segundo o presidente da Abre, Paulo Sérgio Peres, Brasil, China, Turquia e Índia são considerados grandes promessas da indústria mundial de embalagens. No caso específico dos flexíveis, também há indicativos promissores. O País é líder na América Latina na fabricação de embalagens plásticas flexíveis, com 36% do total produzido na região. Os principais consumidores são os segmentos de biscoito, fumo, café, bala e doce. Essa preferência não é por acaso. O setor de alimentos representa por volta de 50% do mercado de flexíveis plásticos, conforme explica o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), Rogério Mani. Apesar de ser voltada para o desenvolvimento das indústrias de alimentos e bebidas, a feira assume a cada ano um caráter mais abrangente. Para o diretor da Fispal, Marco Antonio Mastrandonakis, o evento ampliou sua penetração para os mercados químico e farmacêutico. “Temos aqui as cadeias de várias indústrias integradas”, completou o fundador da Fispal, Ricardo Santos Neto. Entre as tendências anunciadas, foco para duas delas. De acordo com os organizadores, em seus novos desenvolvimentos, a indústria deve estar atenta ao crescimento surpreendente da alimentação fora de casa. O outro ponto salutar dá conta, especificamente, das embalagens. Mastrandonakis e Neto falam sobre a necessidade do setor investir na reciclagem e em fontes renováveis. “Daqui a vinte anos, as matérias-primas da embalagem serão produtos oriundos da terra”, finaliza Neto. O grupo Sidel levou para seu estande a sopradora SOB Universal 8. A máquina tem como proposta ser utilizada para os testes de garrafas na fábrica brasileira da companhia. “É do nosso estoque, não é para venda”, explica a responsável pelo marketing Marta Ferreira. De acordo com ela, o modelo representa a possibilidade de os projetos serem feitos no Brasil. A planta (ex-Simonazzi), localizada em Itapecerica-SP, abriga um dos quatro centros de desenvolvimento do grupo.
Um dos propósitos da participação do grupo dá conta das inovações em sopro. A linha SBO Universal promete a fabricação das garrafas PET com redução de custos em torno de 20% e aumento da produção de 23%, em virtude, sobretudo, do aumento da cadência para 1.800 garrafas por molde/hora.
Para a SIG Beverages, a exposição
se traduziu na oportunidade de mostrar-se ao mercado como especialista em
PET. |
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