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“O nível atual de rentabilidade não suporta manter o negócio viável”, informa Alexandre Couto, gerente-comercial. “O número de jogadores é elevado demais para o tamanho do mercado, fazendo com que a distribuição sofra com margens muito pequenas”, avalia Wilson Donizetti Cataldi, diretor da Piramidal, de Barueri-SP, e também presidente da recém-criada Associação de Distribuidores de Resinas Plásticas (Adirplast).
Além de menor, a fatia também perdeu “gordura”: a parcela dos
transformadores de médio porte, que representava melhores volumes de
negócios, está nas mãos das petroquímicas. “A distribuição perdeu o foco atendendo transformadores de médio porte,
trocando de identidade com a petroquímica, que acabou retomando esse
mercado. A distribuição ficou sem esses clientes e tendo que dividir os
pequenos transformadores com número excessivo de concorrentes”, lamenta
Daniela Dias Janota Antunes Guerini, diretora-comercial da Mais Polímeros,
de Cajamar-SP. Na opinião dela, a petroquímica deve reorganizar a sua
distribuição e criar uma política para ela. A fim de superar o momento de crise, a Clion optou por complementar o
portfólio com polietileno importado do mercado spot, em condições de maior
rentabilidade, porém sem choque com os produtos de seus parceiros. Em
paralelo, adotou medidas para manter a saúde financeira. “Para suportar
esse período, a Clion controla a questão de limite de crédito dos
clientes, bem como acompanha os pagamentos em seus vencimentos”, relata
Couto. No ano passado, a empresa implantou nova filial em Curitiba-PR e
expandiu o portfólio de produtos, com as resinas da Petroquímica Triunfo (PEBD,
PEMD e EVA). O investimento em 2007 se voltou para o pessoal. “Estamos
aumentando nosso quadro comercial para melhor atender os nossos clientes”,
destaca o gerente. Também do grupo Suzano, a SPP concentrou esforços para promover
mudanças internas e na comunicação com o mercado. “Cada dia é maior a
necessidade de possuirmos profissionais que estejam sempre preparados para
as oportunidades de mercado”, diz Belli. Quanto a produtos, a
distribuidora está priorizando linhas de maior valor agregado e procurou
estabelecer alianças com fabricantes locais e internacionais de
especialidades. Na Mais Polímeros, as recentes injeções de recursos também beneficiaram
a comunicação. “Investimos em novo sistema on-line com todos os nossos
representantes, permitindo acesso às informações em tempo real”, diz
Daniela. A empresa atende a Riopol e a Suzano. Agora, com o redesenho da petroquímica brasileira, igualmente a
distribuição deve tomar novos rumos. O caminho natural aponta em direção
semelhante à da segunda geração: a concentração e o fortalecimento. Na
visão do diretor da Piramidal, Wilson Cataldi, as petroquímicas
brasileiras estão ficando muito grandes e os distribuidores mais fortes.
Em razão dessa mudança, o setor da distribuição precisará se rearranjar
rapidamente. “Alguns distribuidores com formação técnica e capacidade
financeira poderão se unir, formando um mercado de menor número, porém
mais forte e profissional”, prevê Cataldi. |
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