Distribuiçao
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Rearranjo petroquímico força mudanças no varejo que enfrenta margens pífas execessiva concorrência
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Texto de Maria Aparecida de Sino Reto e fotos de Cuca Jorge

O mercado brasileiro de distribuição termina o primeiro semestre do ano com maior demanda, porém prejudicado pelo forte assédio de resinas importadas, favorecidas pela valorização da moeda nacional; e pela alta competição, resultado do excessivo número de empresas na distribuição e revenda. Por conta desse quadro, as margens caíram tanto que beiram o insustentável nos negócios das commodities. Caso à parte, as resinas de engenharia ainda conseguiram algum fôlego, graças a novas aplicações e ao bom desempenho, em particular, da indústria automotiva, e constituíram um alento aos distribuidores desse ramo.

Problema antigo do setor, a distribuição ainda sofre com o excesso de concorrência e a freqüente abertura de novas pequenas empresas. Além disso, o câmbio favoreceu a atuação mais agressiva de fortes competidores internacionais.

“Cresceu muito o número de distribuidores e as importações começam a incomodar. A concorrência e a oferta aos clientes são grandes”, lamenta Roberto Cuschnir, diretor da Ruttino, de Barueri-SP. Na opinião dele, o quadro deve se manter no segundo semestre. “As margens estão muito pequenas e as vendas estáveis.”
Para Cuschnir, os conceitos da distribuição serão revistos

Para assegurar a boa saúde, a empresa investe em profissionais qualificados, treinamentos e tem projetos com relação a novos produtos, que o diretor prefere, por ora, manter em sigilo. Hoje, a Ruttino é distribuidora oficial dos polietilenos e polipropilenos da Braskem, do poliestireno da Dow, do ABS da Lanxess, do SAN da Bayer e do acrílico da Unigel.

Outras competidoras renomadas também sofreram as agruras da excessiva concorrência e das margens pífias. O diretor-comercial da SPP Resinas, Carlos Belli, queixou-se da forte penetração de resinas importadas, polipropileno em particular, e a conseqüente queda da margem bruta.

“Continua muito ruim a lucratividade das operações no mercado de polietileno, que, na nossa visão, tende a se manter até o fim deste ano.” Demanda aquém das expectativas, queda de vendas no primeiro semestre, margens muito baixas e aumento desenfreado da inadimplência marcaram o primeiro semestre da Clion, de São Paulo, empresa do grupo Suzano.
Belli: a concentração será um fluxo natural dos negócios

 

 
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