Vale lembrar que o mercado brasileiro de sopradoras pode ser dividido em três categorias: o nicho de máquinas mais simples e funcionais, dominado pelas empresas nacionais; o de elevada tecnologia e desempenho, onde se incluem muitos equipamentos voltados para o nicho de sopro do PET e que se concentra nas mãos dos importadores; e o de máquinas intermediárias, segmento cuja procura vem crescendo e onde se acirra a disputa dos fabricantes locais com os importadores. 

Conversas e negócios – Entre os entrevistados, nenhuma dúvida: quem participou da Brasilplast não tem do que se queixar, entre eles, Newton Zanetti, diretor-comercial da Pavan Zanetti, localizada em Americana-SP, e que está completando quarenta anos em 2007. A empresa é a líder em unidades de máquinas vendidas no mercado brasileiro.

O dirigente prefere manter em sigilo o número de equipamentos comercializados na feira, mas não esconde a satisfação com os resultados. “Esta edição foi melhor do que a de 2005.  Houve boas vendas e volume satisfatório de orçamentos e propostas”, afirma o diretor. Para Zanetti, o desafio da empresa agora é concretizar as negociações iniciadas no evento.
Zanetti aproveita o bom momento de vendas de PET

 A tarefa não pode ser considerada das mais fáceis, mas a perspectiva é otimista. “O mercado este ano está bem melhor do que o de 2006”, diz.

Além de lançar novos modelos, a Pavan Zanetti aproveitou a ocasião para reforçar a divulgação das máquinas injetoras e sopradoras voltadas para o mercado de PET da chinesa Tederic Machinery, marca que passou a representar no Brasil há um ano. “O preço do PET está competitivo, faz com que a matéria-prima ganhe espaço no mercado de embalagens. A procura por esse tipo de máquina está muito boa”, revela.  A fabricante nacional já tem um protótipo pronto de equipamento para esse nicho de mercado. Mas o custo de produção do modelo no Brasil ainda não está competitivo, fato agravado pelo dólar desvalorizado. “Estamos esperando o momento certo para lançar nossa linha”, diz o dirigente, sem dar pistas sobre quando isso ocorrerá. 

Uwe Margraf, diretor-geral da Bekum, multinacional alemã com fábrica na capital paulista e tradicional participante do segmento, também não fala sobre o número de máquinas vendidas durante a exposição, mas demonstra satisfação com os resultados. “A feira superou as nossas expectativas, foi a melhor dos últimos tempos. Além de boas negociações, conseguimos vender vários equipamentos, fechamos negócios de valores altos”, resume.

 
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