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Expansão no Sul eleva a oferta
de mão-de-obra
A
Fitesa, empresa do grupo Petropar, com sede em Gravataí, região
metropolitana de Porto Alegre, decidiu acelerar sua expansão em mais 15
mil toneladas. Após inaugurar uma nova linha de produção capaz de
processar 60 mil toneladas por ano de não-tecidos de polipropileno a
empresa anunciou, em maio, que poderá optar pelo investimento no novo
ativo em outro Estado. São Paulo, Pernambuco e Santa Catarina estão na
mira da Fitesa por conta dos incentivos fiscais oferecidos. A empresa já
havia inaugurado uma fábrica em Horizonte, Ceará, há doze anos.
Mais uma vez a tecnologia escolhida para a montagem da nova fábrica é a
máquina Reicofil 4, produzida na Alemanha pela Reifenhäuser. Silverio
Baranzano, diretor-geral da Fitesa assinala que o investimento de US$ 45
milhões reforça o compromisso da empresa em aprimorar o atendimento aos
seus clientes, reafirmando a capacidade competitiva do grupo.
A Fitesa produz não-tecidos e fibras de polipropileno destinados,
principalmente, à fabricação de descartáveis higiênicos, como fraldas
descartáveis e lenços umedecidos; bens duráveis, como móveis e colchões; e
descartáveis médicos, como campos cirúrgicos, roupas, toucas e máscaras
médicas, entre outros. A Petropar também possui negócios nos ramos de
embalagens e florestamento.
A empresa tem capital 100% nacional e iniciou suas atividades em 1973, em
Eldorado do Sul. Em 1989, ingressou no mercado de não-tecidos,
instalando-se no distrito industrial de Gravataí-RS. A Fitesa se apresenta
como única empresa na América Latina que oferece três tecnologias de
fabricação de não-tecidos – spunbonded, thermobonded e meltblown –, e
diversas combinações possíveis.
“Associando tradição e inovação, a Fitesa oferece soluções em não tecidos
que melhoram a qualidade de vida das pessoas. Por isso, investe fortemente
em iniciativas pioneiras, voltadas para o atendimento das exigências de um
mercado cada vez mais competitivo. Entre essas, destacam-se a compra de
duas novas linhas de produção nos últimos três anos, investimentos em
logística, que aumentam a precisão na entrega, revisão do processo de
desenvolvimento de produtos, e adoção do mesmo método utilizado na
indústria automobilística”, diz o diretor-geral.
Segundo informações da ABINT (Associação Brasileira da Indústria de
Não-tecidos e Tecidos Técnicos), o setor movimenta mais de um bilhão de
dólares anuais e vem expandindo continuamente a uma taxa de 10% ao ano. A
nova máquina será incorporada aos ativos da companhia como forma de
conquistar e atender clientes nos mercados brasileiro e internacional.
Outro grupo gaúcho que começa a alçar vôos mais ousados é a FFS, empresa
especializada na co-extrusão de filmes para sacaria destinada ao
abastecimento da segunda geração petroquímica. Com investimento estimado
em US$ 4,2 milhões, a FFS se prepara para produzir no Chile uma nova grade
de produtos destinados aos mercados daquele país e dos Estados Unidos. A
unidade chilena deverá entrar em operação em 2009. Por enquanto, o tipo de
material é mantido em sigilo, mas significará uma diversificação do que já
é produzido no Rio Grande do Sul.
A FFS já exporta para o Chile e mantém lá uma área de distribuição. No
entanto, um estudo de logística mostrou que ficaria mais interessante para
a corporação montar a fábrica na casa do cliente. A área destinada à
planta conta com 3.000 m2 quadrados. Na primeira fase será erguida uma
planta de 1.680 m2 para uma produção anual de 4 mil toneladas.
No Brasil, a FFS processa 6 mil toneladas por ano de embalagens flexíveis
para resinas termoplásticas. Segundo informou um dos sócios-diretores da
empresa, Alfredo Schmidt, a decisão pelo investimento no Chile decorre do
alto nível de consolidação da economia daquele país, o qual mantém acordos
bilaterais com as principais áreas geográficas de acesso ao mercado
global.
Fernando Cibelli de Castro
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