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Schulze lembra que para chegar ao projeto ideal, a Moltec presta serviços de engenharia que contam com sofisticado equipamento computadorizado. “Todo o nosso desenvolvimento é feito com o uso de imagens tridimensionais”, revela. Antes de chegar ao design final da embalagem, a ferramentaria procura aperfeiçoá-la com base na manufatura de réplicas, ou mock-ups, o que ajuda a visualizar a solução encontrada. “Temos condições de fazer mock-ups até flexíveis”, garante.
Toda a tecnologia da Moltec foi utilizada para chegar aos moldes da embalagem de PET com capacidade para 400 ml da Coca-Cola Zero, que está chegando ao mercado. O molde e a nova garrafa do refrigerante fizeram sucesso entre os visitantes do estande da empresa.
Entre os diferenciais da empresa, Costa aponta a possibilidade de fabricar em Portugal moldes de maior porte, em prazos menores, e a custos mais compensadores do que os produzidos no Brasil. “Lá conseguimos comprar placas de aço de grande dimensão a preços mais competitivos e com entrega mais rápida do que aqui”, justifica. Para atender às encomendas feitas pelos transformadores brasileiros, no entanto, a empresa raramente conta com suas instalações localizadas no Velho Continente. “Quase tudo que vendemos aqui é feito na Bahia”, informa.
“Conforme o caso, os preços dos moldes chineses podem ser de 30% até 50% mais baratos do que os fabricados no Brasil”, diz Emerson Cheng, gerente de projetos da Easton, empresa taiwanesa, com fábricas localizadas em Taiwan e na China, especializada em moldes de injeção. Ferramentas voltadas para peças de eletrodomésticos da linha branca respondem por 40% das encomendas da empresa. O setor automotivo (20%) e o de informática (15%) são outros importantes clientes. Cheng, um taiwanês que morou alguns anos no Brasil e agora trabalha na sede da Easton, em Taiwan, explica, com seu sotaque carregado, que a empresa fica mais competitiva nas encomendas de maior porte. “Um molde que exige 50 horas de trabalho chega ao Brasil com preço muito próximo do praticado aqui. Já um molde que necessite de 300 horas fica bem mais barato, pois o custo da mão-de-obra chinesa é bem mais baixo”, conta. O mesmo raciocínio vale para as encomendas de um número grande de ferramentas, mesmo as de pequeno porte. Tais encomendas são feitas por produtores de grandes quantidades de peças e compradores de número elevado de moldes.
O excelente potencial doméstico vem sendo explorado há alguns anos pela Oriental Precise Mould, ferramentaria com sede em Taiwan especializada em moldes de injeção. A empresa marcou presença pela sexta vez consecutiva na Brasilplast. “Participamos da feira para manter os clientes que já nos conhecem e fazer novos contatos”, informa Guillermo Su, gerente de vendas.
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