Moldes

Ferramenteiros marcam presença institucional,mas aproveitam para divulgar a carteira de produtos

Texto de José Paulo Sant'anna e fotos de Cuca Jorge/Expressão Foto
 

Moltec exibe molde desenhado para embalagem de PET

O número não é preciso, mas se estima que no Brasil existam entre duas e três mil ferramentarias. Diante de tamanha pulverização, alguém menos avisado poderia imaginar que o setor estaria muito bem representado na Brasilplast. Na prática, ocorreu o inverso. Raríssimas empresas nacionais do ramo estiveram presentes na feira.

Alguns fatores ajudam a explicar a participação tão tímida. Composto, em sua grande maioria, por empresas de pequeno porte, o setor conta com raros representantes em condições de investir na aquisição de espaço em evento tão concorrido. Não bastasse a verba escassa, nesse nicho de mercado a Brasilplast sofre a concorrência da Intertooling Brasil, feira e congresso internacional de tecnologia de ferramentas. O evento será realizado de 24 a 27 de julho no Centro de Exposições Imigrantes, também na capital paulista.

Como exemplo dessa interferência, podemos citar a ausência na Brasilplast da Btomec, ferramentaria localizada na cidade de Joinville-SC. A empresa é uma das principais do mercado nacional e atende o nicho de mercado formado pelos transformadores que trabalham com tecnologia de ponta. “Preferimos expor na Intertooling por se tratar de um evento especializado”, resume de forma clara Wiland Tiergarten, diretor da empresa catarinense.

Mesmo considerando decepcionante a presença de ferramentarias na feira, os profissionais interessados no assunto que foram ao Anhembi não perderam a visita: puderam conferir produtos tradicionais e lançamentos de vários fornecedores de componentes para moldes. As novidades apresentadas mostraram de matérias-primas mais resistentes a câmaras quentes e porta-moldes, além de vários outros itens usados na produção de matrizes.

Ferramentarias – A encomenda de uma ferramenta é feita com base na necessidade dos transformadores de produzir determinada peça. Envolve reuniões demoradas, nas quais se discutem a máquina onde a peça deve ser fabricada e o desenvolvimento do projeto mais adequado para a matriz. Em uma feira onde dezenas de pessoas circulam entre os estandes, fechar um negócio desse gênero é praticamente impossível.

“A presença das ferramentarias na Brasilplast tem função institucional, é uma boa chance para nos relacionarmos com os principais parceiros e clientes”, explica Peter Schulze, coordenador de vendas da Moltec. A empresa é nome bastante tradicional do setor. No mercado desde 1971 e com um time de 300 colaboradores, ela foca seus serviços na área de embalagens e produz moldes para injeção e sopro.

Entre as especialidades da Moltec se encontra a produção de matrizes para tampas, pré-formas e garrafas de PET, mercado que anda bastante promissor nos últimos tempos. O PET vem conquistando espaço no campo das embalagens por suas boas propriedades físico-químicas e também pelo preço competitivo em relação a outras matérias-primas – caso do polipropileno, por exemplo.

De acordo com Schulze, a feira foi uma oportunidade para a empresa demonstrar sua especialização nessa área. “Existe a tendência das empresas de personalizar garrafas, frascos e tampas e nós ajudamos os clientes a obter embalagens diferenciadas, mas que respeitem a identidade das marcas”, garante.
Schulze: presença na mostra reforça
laços com os clientes

 Outra demanda do mercado é por embalagens que, apesar de manter a resistência, sejam cada vez mais leves. “Ajudamos a criar projetos que privilegiem esse aspecto. Cada seis ou sete gramas que economizamos por embalagem proporciona grande economia ao transformador”, explica.

 
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