A Battenfeld do Brasil quer recuperar neste ano um nicho de mercado perdido gradativamente por questões de custo. Instalada em Osasco-SP, a filial brasileira viu na injetora hidráulica de duas placas, série HM, uma boa oportunidade para isso. De acordo com o engenheiro de vendas da empresa, Marcos Cardenal, não se trata de tecnologia nova. O modelo já integrou a linha da empresa. Porém, agora surge remodelado. “Avanços tecnológicos permitiram corrigir limitações, principalmente estruturais, dando origem a um equipamento compacto, de construção simplificada e baixo custo de manutenção”, afirma Cardenal. Construtivamente mais econômica que a injetora de três placas, a nova série reduziu em 20% o custo dos modelos a partir de 250 toneladas de força de fechamento.

Conforme informações do fabricante, a linha engloba máquinas de 250 t a 650 t de força de fechamento, com distância entre colunas variando de 700 mm x 570 mm até 1.100 mm x 800 mm. “Permite trabalhar com moldes de grandes dimensões, que normalmente necessitam de máquinas de maior porte. É o modelo mais compacto do mercado”, garante Cardenal.

A série foi apresentada na Fakuma, na Alemanha, em outubro de 2006. Desde então, foram vendidas dez unidades no Brasil. “Estamos muito otimistas.” Outra característica importante, na avaliação de Cardenal, refere-se à ausência de óleo na injeção, tornando o equipamento adequado para o uso em sala limpa. Na feira, a empresa colocou em operação o modelo HM 400 / 3400 S, de 400 t de força de fechamento, produzindo peça automotiva (coluna B do revestimento interno) em polipropileno (PP).

A Battenfeld também exemplificou outra tendência do mercado de injeção: o aperfeiçoamento dos comandos. A empresa divulgou o novo sistema Unilog B6. “Manteve-se a plataforma operacional Battenfeld, com a mesma simbologia das gerações anteriores, porém com interface gráfica nova e estendida com o operador.” De acordo com Cardenal, o comando permite perfeita coordenação com os sistemas hidráulicos da máquina e os sensores de monitoramento para assegurar velocidade e precisão de movimentos em todas as funções.

O sistema possui ainda duas portas USB para conexão de dispositivos de armazenamento (pen drive, impressora ou teclado) ou para programação, além de outras duas entradas adicionais na parte de trás do painel elétrico.

 Com monitor colorido de 15” e teclado touch screen alfanumérico, conta com cem programações de moldes, controle estatístico de processo (CEP), acesso por meio de senha, integração com robô, recepção e emissão de e-mails, interface tipo plug and play, 15 idiomas para seleção, entre outras características.
Injetora Jasot agora operacom tecnologia CNC

A empresa divulgou também a tecnologia de injeção com gás ao equipar injetora HM 100 / 525S, de 100 t de força de fechamento, com a unidade compressora DE 13-Airmould. “A novidade ficou por conta da integração do controle do gás no comando da máquina.” Cardenal ressaltou também a redução no tamanho do equipamento. “Ficou mais compacto, porém garante a mesma capacidade.” A terceira injetora em exposição foi o modelo TM 50/210, de 50 t de força de fechamento.

Na avaliação de Cardenal, o mercado brasileiro sinaliza recuperação. Com as importações favorecidas pelo dólar desvalorizado perante o real, a Battenfeld espera aumentar as vendas em 20% no comparativo com 2006.

Edição ilimitada – Há mais de um ano, a Arburg comemorou o jubileu de ouro com o lançamento mundial da injetora Allrounder C Golden Edition. A série especial, com edição limitada, fez tanto sucesso que passou a integrar a linha da empresa, segundo informações do gerente-geral da filial brasileira, Kai Wender.

Com a Golden Edition, a Arburg entrou no mercado das máquinas compactas, visando a atender os transformadores de pequeno e médio porte que até então estavam fora do escopo comercial da empresa.
Modelo Cambio VS 300 1450 operou molde de 32 cavidades

 “São injetoras extremamente competitivas, capazes de garantir um custo de hora/máquina que o mercado nacional consegue absorver”, diz.

De acordo com Wender, a redução de custos resultou de avanços tecnológicos, escala de produção e da parceria firmada com os fornecedores dos insumos. A verticalização da Arburg, responsável pela produção de mais de 60% dos componentes, também contribui. Tais ações contemplam a filosofia de reduzir custos sem perder tecnologia. “A concorrência asiática aumentou a pressão em relação ao custo.”

No Brasil, o modelo já representa 30% das vendas, contra 25% em relação ao faturamento mundial, e, segundo Wender, contribuiu para aumentar a participação da Arburg no mercado local. Inicialmente, foram lançados cinco modelos de 40 t a 200 t de força de fechamento. Oito meses depois, chegou ao mercado a sexta versão, de 300 t de força de fechamento.

 
 
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