O diretor Enrico Miotto redesenhou sua linha para extrusão sobreposta de dois perfis e conseguiu uma redução do custo em torno de 30%. Equipada com nova dupla-rosca, a linha alcança a produção de 150 m² por hora e faz dois perfis para forro de PVC rígido de 200 mm, simultaneamente. “Esse processo foi criado para baratear a máquina, mas sem perder a qualidade”, enfatizou Miotto. Além de mudanças no desenvolvimento, o fabricante reviu sua estratégia. Ele repensou seu planejamento e aumentou sua produção. Em vez de produzir modelos únicos, decidiu fazer lotes de dez máquinas. “Vou fabricar para vender e não vender para depois fabricar”, explicou. Essa nova postura se refere ao dinamismo do mercado. A tecnologia se renova muito depressa, por isso, os modelos não precisam mais ter extensa longevidade. “Antes nossa filosofia era desenvolver máquinas que durassem cinqüenta anos. Acho que estamos errados, pois elas devem durar no máximo dez anos, para promover a substituição e conseqüente modernização dos modelos”, contou Miotto.

 Também com base no mote da economia, a empresa exibiu uma extrusora monorrosca, série EM-03-E, disponível nos diâmetros de 45 mm e 60 mm. Essa linha de granulação para polímeros conta com sistema de corte na cabeça, com resfriamento por anel de água e secagem centrífuga. Trata-se de uma unidade compacta em monobloco com capacidade de produção de até 100 kg/h.

Luciano Miotto mostrou modelo que elimina o processo de aglutinação

A estratégia de redução dos preços também se aplicou na LGMT, de Piracicaba-SP. “Hoje meus preços estão inferiores do que há três anos”, afirmou o diretor da LGMT, Luciano Miotto. A iniciativa visa, sobretudo, a concorrer com a produção asiática, cujo preço é considerado por Luciano em torno de 30% abaixo do nacional. Os resultados têm sido positivos. Em relação ao ano passado, as vendas registradas nesse primeiro trimestre dobraram. Apesar de 2006 não ser um parâmetro ideal, o fato é que o mercado está aquecido. “Os transformadores estão investindo e buscando máquinas de alta produtividade”, justificou Luciano.

Para atrair a atenção dos transformadores, a LGMT levou para seu estande uma linha para reciclagem de aparas. A diferença do modelo está na eliminação do processo de aglutinação do material, antes de alimentar a extrusora. “O aglutinador é como um sócio: é difícil tirá-lo sem dor de cabeça”, brincou. Em geral, o filme é aquecido e compactado para depois iniciar a reciclagem, operação na qual há um substancial dispêndio de energia.  Não se trata de uma novidade da marca, porém Luciano acredita que o modelo traduz uma das principais exigências atuais dos clientes: a redução do gasto energético. O fabricante também apresentou linhas para tubos corrugados de ½ a 1 polegada e para tubos rígidos. Outra área de forte atuação é a de construção e recuperação de cilindros e roscas. A história da LGMT começou em 1999, com a produção desse tipo de equipamento.
De acordo com o diretor-comercial da Bausano do Brasil, Chrystalino Filho, a necessidade de otimizar as linhas produtivas tem relação direta com os lucros, cada vez mais restritos. “Para o transformador, é palavra de ordem economizar no custo de produção”, disse. Por isso, reservou para a exposição a linha dupla-rosca MD 72/30 Plus, terceira geração da série. No desenvolvimento houve incrementos de automação, como o controlador lógico programável (CLP) em touch screen, e aumento da capacidade produtiva. A máquina produz 350 kg/h.

Sexagenário, o grupo italiano Bausano possui fábrica no País (em São Paulo) há cinco anos e, desde sua chegada, a nacionalização dos produtos tem sido uma de suas principais preocupações. Hoje, de acordo com Chrystalino, quase 90% das máquinas podem ser consideradas made in Brasil. “Só o multidrive (a caixa de redução) vem da Itália”, argumentou. O sistema permite ao transformador alta produtividade com baixo consumo energético. A fim de se tornar ainda mais competitiva, os planos da empresa incluem construir uma nova fábrica no País, em cerca de dois anos. A iniciativa pretende ampliar a atuação da Bausano do Brasil para outros países da América do Sul, pois hoje a unidade só atende a indústria nacional.
 

 
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