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Conforme explicou o engenheiro de aplicação Hermes Rossi, trata-se de
um equipamento pequeno, mas capaz de fabricar diversos tipos de sacos
utilizando espaço físico pequeno, fato que ele reputa como muito
importante para grande parte dos clientes.
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A diminuição de tamanho
também afetou o preço. A produtividade, no entanto, foi elevada. A CS
600 possui produtividade 50% maior que as máquinas maiores, atingindo
a produção de 450 sacos por minuto.
Rossi confirma a baixa penetração de concorrentes importadas no
segmento de corte e solda, tanto pelo preço das européias quanto pela
cultura dos clientes brasileiros, que ainda não aponta para a
preferência por maquinário chinês. Já houve entrada de equipamentos da
China, mas dificuldades no momento de manutenção e assistência técnica
contribuíram para frear as vendas dos chineses por aqui, pois ainda
não há estrutura para dar suporte ao mercado local. |
| Para Reis, equipamento nacional supera chinês |
Mais preocupante é o mercado de segunda mão, muito forte entre clientes
de tamanho pequeno e médio, exatamente a porção do mercado atendida com
maior ênfase pela Máquinas Santoro. O tamanho desse mercado de
equipamentos usados é enorme, segundo Rossi, e há máquinas de vinte anos
em atividade, com um preço mais atrativo que as eventuais desvantagens em
desempenho. A atualização de máquinas antigas, o chamado retrofit, também
reforça a atividade do mercado de segunda mão, com efeitos bastante
danosos aos produtores de equipamento original.
Para quem foi à Brasilplast atrás de máquinas novas, outra opção foram
os produtos da Macam, uma das caçulas do mercado, fundada em 2004.
Conforme o diretor Luiz Antônio Reis, a empresa levou ao Anhembi modelos
já produzidos há algum tempo, e destinados à manufatura de embalagens
plásticas em geral.
| Os modelos atendem os
clientes com alto volume de produção, e operam à cadência de 380 e 500
golpes por minuto, mas com consumo de energia bastante baixo, girando
em torno de 2,5 kVAh. Reis também acredita que o maquinário brasileiro
é melhor que o chinês, em quesitos como manutenção, nível de ruídos e
produção. |
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| Modelo CS 600 é 50% mais produtivo, de acordo com
Rossi |
A Polimáquinas, outra das famosas do setor, lançou um equipamento de
corte e solda wicket, para a produção de sacos de pão e sacos de fundo
redondo para embalagem, mais uma vez, de frango congelado. Segundo as
informações do gerente-comercial Clóvis Barbosa, o modelo exposto produz
350 unidades por minuto, no caso dos sacos para pão de forma, e 250, se
rodando para manufaturar sacos para frango.
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Na opinião de Barbosa, uma
das características do segmento de corte e solda é que mesmo os
clientes pequenos estão voltados para a aquisição de equipamentos de
maior produtividade – acelerar a produtividade não é pauta apenas
entre os maiores do ramo. |
| Polimáquinas mostra equipamento para saco de frango
e pão |
Essa peculiaridade é um dos motivos pelos quais equipamentos
chineses ainda não causam enxaqueca aos produtores nacionais, pois o
gerente considera que a vida útil dos equipamentos fabricados no gigante
asiático é o seu maior problema.
Esse cenário de calmaria na concorrência, entretanto, pode estar se
modificando. Com o real valorizado, a distância entre as cotações de
preços do maquinário nacional e o estrangeiro diminui. Barbosa, que sentiu
uma Brasilplast mais movimentada na última edição, e muitos visitantes
apenas especulando, em 2007, acredita que a máquina nacional mais cara
favoreceu o movimento dos clientes na direção de outros fornecedores.
Embora não se tenham ouvido na feira lamentações infindáveis em razão
de uma invasão estrangeira qualquer, todos os fabricantes do segmento
demonstram preocupação com o futuro. O conteúdo tecnológico das máquinas
nacionais experimenta um crescendo, e por isso seus preços também sobem.
Conforme os brasileiros passem a oferecer produtos de maior valor
agregado, a diferença do custo em relação a concorrentes importados cairá,
e poderá chegar a um ponto em que a competição se tornará mais acirrada.
O momento, porém, é de aproveitar a pouca concorrência e municiar o
mercado nacional com mais opções. É o que fez a Hece, principal
fornecedora para clientes do segmento de frango congelado, segundo seu
gerente-industrial Luiz Fernando Sverzut.
A empresa reforçou durante a Brasilplast um equipamento de corte e
solda da linha HSC lançado no ano passado e destinado a todos os tipos de
sacos feitos por corte e solda. Para cada tipo específico de saco,
utiliza-se um acessório adequado, a fim de adaptar a máquina ao tipo de
embalagem desejado. O modelo é todo digital e possui construção mais
reforçada e robusta que os antecessores. A Hece também expôs um
lançamento, a sacoleira da linha CS, equipada com dois servomotores, e
caracterizada pela alta produtividade e robustez, que possui, segundo
Sverzut, uma única concorrente nacional do mesmo tipo.
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Hudson Sharp reduz produção local |
A filial brasileira da Hudson Sharp,
instalada em Araraquara-SP, foi reestruturada e, desde
fevereiro, interrompeu parte da sua produção de máquinas. De acordo
com o gerente de vendas para
a América do Sul, Juliano Criscuolo, a exportação de equipamentos,
principal fatia das vendas da
fábrica brasileira, deixou de ser atrativa em razão dos custos de
fabricação e da valorização do
dólar. É mais uma produtora que revisa planos de produção local em
conseqüência da deterioração
da competitividade do parque industrial brasileiro. O custo de
produção no País, para ele, já era
equivalente ao registrado nos Estados Unidos e, por isso, a filial
brasileira passa a montar
equipamentos. As máquinas do tipo wicketer serão em parte montadas em
Araraquara – a outra fatia
será importada – e as máquinas stand up, bem como toda a parte de
corte e solda antes produzida
no Brasil, serão de responsabilidade das unidades da Hudson Sharp, nos
Estados Unidos, e Bélgica.
O rearranjo na produção acabou afetando os planos da empresa para a
Brasilplast, e não houve
tempo hábil para levar equipamentos à exposição.
A empresa produz máquinas para a manufatura de embalagens voltadas a
mercados especiais.Nos modelos wicketer, oferece equipamentos com
produtividade entre 250 e 500 batidas por minuto. Esses últimos são
modelos de altíssima velocidade e produção que ainda não encontram
clientes nos |
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mercados em desenvolvimento da América do
Sul. Outro mercado é o de sacos de alta espessura, para
o qual são feitas máquinas nacionais, mas cuja solda o gerente reputa
“comprometida” para
aplicações de alta qualidade. Os segmentos de máquinas stand up, de
embalagens retortable, e de
embalagens com quatro soldas são outros que se encaixam no perfil de
aplicações especiais focadas
pelo fabricante.
Mas, como o mercado latino-americano não é caracterizado pela
maturidade tecnológica e pela
demanda por produtos com qualidade de topo de linha, a Hudson Sharp se
beneficia também da
existência de clientes fiéis à marca, além daqueles que realmente
precisam de equipamentos com
maior tecnologia e preço. Nesse caso, os compradores buscam
equipamentos mais simples, e
apropriados às necessidades locais. Mesmo assim, Criscuolo afirma que
esses equipamentos
construídos mais ao molde do País evoluíram bastante, e têm agregado
tecnologias superiores. A
visão dele também é positiva em relação ao humor do mercado:
pessimista no fim de 2006, tornou-se
empolgado, principalmente no Brasil e na Argentina nos últimos seis
meses.
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| Criscuolo: custo e dólar pesaram
na decisão de transferência |
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