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Alcan cria projeto para reciclar tubos laminados
Disposta a desenvolver soluções de embalagem de alta qualidade associadas
ao desenvolvimento sustentável, sinônimo de menor impacto ambiental
durante o processo de fabricação e pós-uso dos produtos, a Alcan Packaging
Mogi lançou o Projeto Reciclam, que tem por meta fazer da reciclagem, em
especial a de tubos laminados, um dos princípios da empresa e dos seus
clientes. O projeto consta de palestras e kits de material reciclado que
pretendem promover a conscientização dos clientes e incentivá-los a fazer
o mesmo em relação aos consumidores finais.
No mercado brasileiro há cerca de doze anos, as bisnagas laminadas, padrão
entre embalagens para creme dental em substituição às antigas 100%
alumínio, despontam como principal tendência de embalagem para produtos
farmacêuticos, cosméticos, industriais e outros produtos cremosos.
O Projeto Reciclam visa apresentar o potencial de reciclagem das bisnagas
laminadas, contribuir para a preservação ambiental e evitar a disposição
em aterros, incentivando o mercado de recicláveis. Feitos com polietileno
de baixa densidade, os tubos laminados podem ser reaproveitados na
produção de itens para a construção civil e também na fabricação de móveis
e objetos. O projeto começou com a reciclagem de rebarbas descartadas,
depois estendida às embalagens pós-consumo. Apesar de todo o potencial de
reciclagem dessas embalagens multicamadas, a dificuldade de
reaproveitamento em escala comercial no País reside no fato de o mercado
ainda ser pequeno para o produto.
De acordo com a Alcan, as expectativas são animadoras graças a um novo
tipo de reciclagem e recuperação do material laminado baseado na
tecnologia de fusão de material sob pressão e posterior resfriamento.
O primeiro passo do processo consiste na trituração. O laminado de
polietileno e alumínio é triturado em pequenos fragmentos em um moinho de
facas. A redução do tamanho do material facilita sua fusão e dá ao produto
acabado maior homogeneidade.
Em seguida, o material passa pela etapa de fusão, na qual é disposto em
formas, para formatação das chapas. As formas preenchidas com o material
triturado são introduzidas em prensas a fim de produzir placas de
compensado. Essas prensas, em geral, operam com temperaturas abaixo de
160ºC.
Após a fusão do polietileno, as placas passam por um processo de
resfriamento, para cura e endurecimento das camadas plásticas. As
espessuras das placas podem variar de 4 a 50 mm, dependendo da quantidade
de material alimentado e da pressão aplicada. É possível obter espessuras
maiores por meio de reprensagem de diversas placas pré-formadas,
colocando-as umas sobre as outras.
Também é possível produzir telhas com o mesmo processo. Neste caso, porém,
as placas ainda quentes são introduzidas em um processo de prensagem a
frio com formas onduladas, em que o material adquire a geometria de telhas
ao resfriar. O tempo de resfriamento é da ordem de 5 a 10 minutos,
dependendo da espessura do insumo produzido.
Entre as principais características do material reciclado, a Alcan destaca
a elevada resistência mecânica e à ação dos raios ultravioleta e
infravermelhos, dispensando maiores cuidados no transporte e manuseio.
Além disso, consiste num material leve, impermeável, isolante térmico
(absorve 25% menos calor que telhas de amianto ou aço galvanizado) e
acústico, não propaga chama e é resistente à ação de agentes químicos em
geral.
M.A.S.R.
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