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De acordo com a entidade, o consumo aparente de resinas foi de 4,53
milhões de toneladas, aumento de apenas 4,56% em relação a 2005.
Embora muitos fabricantes de produtos plásticos mantenham as expectativas
de crescimento, a maioria puxou o freio de mão, exportando apenas para
honrar contratos e não fechar portas abertas com muito trabalho e altos
investimentos.
| “O comércio exterior é um
projeto de longo prazo, que envolve grande investimento. Não dá para
abandonar o barco quando a maré não está boa. Mais difícil que
conquistar um cliente é mantê-lo”, defende Sidney Moreira, do
departamento de comércio exterior da Braspack, de Ipojuca-PE. A
empresa exporta filmes de PVC extensível para a indústria alimentícia. |
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| Moreira mantém exportação para honrar os contratos |
O panorama atual também reforça a tendência de exportação dos produtos
especiais em detrimento das commodities. Afinal, o design inovador amplia
as possibilidades de exportação, aumenta a competitividade e agrega valor
aos produtos, melhorando a rentabilidade. Prova disso é o bom desempenho
no exterior do segmento brasileiro de utilidades domésticas, entre outros.
Tais tendências puderam ser observadas no estande do Export Plastic na
Brasilplast. Pela segunda vez consecutiva, os associados do programa
ocuparam local de destaque, na entrada do pavilhão. O Export Plastic,
programa de incentivo às exportações de produtos manufaturados de
plástico, é uma iniciativa da cadeia petroquímica, desde os produtores das
resinas aos transformadores, em parceria com a Agência de Promoção de
Exportação e Investimento (Apex-Brasil).
O estande abrigou cerca de 70 expositores, todos associados do programa,
que mostraram seus produtos em pequenas vitrines. O espaço contou ainda
com infra-estrutura para reuniões, recepção dos visitantes, internet,
tradutores etc.
Paralelamente à exposição, o programa promoveu a oitava edição do Projeto
Comprador, com importadores dos Estados Unidos, África do Sul, Holanda,
Bélgica, Espanha, Chile, México e Colômbia, e as clínicas de exportação,
um serviço de consultoria gratuita para auxiliar as empresas no
desenvolvimento do comércio exterior.
Tendências – A Martiplast, de Caxias do Sul-RS, transformadora do
segmento de utilidades domésticas, melhorou a rentabilidade das
exportações apostando no design. A empresa, fundada há onze anos, exporta
há mais de três para a América Latina e África do Sul, entre outros
mercados.
| Segundo a gerente de
exportações, Dina Gazola, a nova estratégia foi implantada em março de
2007, com a criação da marca OU, composta por variada gama de
produtos, desde copos, bandejas, pratos e caixas organizadoras. Na
exposição, chamaram a atenção o estojo para escova e dentifrício e a
bandeja confeccionada em estireno-acrilonitrila (SAN) no processo de
dupla injeção. Dentre as ações adotadas consta o lançamento de novos
produtos duas vezes ao ano e a ampliação da linha. “A estratégia foi
definida com base em extensa pesquisa de mercado”, afirma Dina. As
exportações representam aproximadamente 10% do faturamento da empresa.
“O câmbio é um complicador, porém, o objetivo é elevar esse índice a
20%.” |
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Dina aumentou lançamentos e ampliou a linha para melhorar
os negócios |
De acordo com Dina, a participação da empresa na Brasilplast focou
principalmente as rodadas de negócios promovidas pelo Projeto Comprador.
“Fiz excelentes contatos com varejistas da África do Sul e Colômbia”, diz.
Ela ressaltou também a importância de participar de exposições no
exterior. “Estamos consolidando nossa atuação no mercado externo.” |
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