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Outras vantagens associadas a esses sistemas de PU são possibilitar a
cura a frio e conter em sua fórmula o isocianato à base de MDI (metil
difenil diisocianato), de manuseio mais fácil e desenvolvido para oferecer
alternativa aos sistemas de PU à base de TDI (tolueno difenil diisocianato).
Entre as aplicações de maior crescimento no mercado brasileiro, a Basf
também menciona seus poliuretanos termoplásticos, que encontram novos usos
em calçados de segurança. Flexibilidade, memória elástica, entre outras
propriedades, como alta resistência à abrasão, são alguns dos benefícios
nas indústrias calçadistas.
Em amortecedores de calçados esportivos extrudados e soprados, tacos de
calçados femininos e solas de chuteiras injetados, esses poliuretanos
também estão sendo empregados para compôr componentes criativos e
funcionais criados para calçados.
Painéis termoisolantes – Na Bayer, as novidades se concentraram na
oferta de sistemas de PU para injeção de painéis termoisolantes para
emprego na construção civil e no fechamento de galpões e câmaras
frigoríficas. A empresa lançou na Brasilplast painéis decorados e
produzidos com os novos sistemas de PU, em espessura de 100 mm.
Expandidos com gases de hidrogênio flúor carbono (HFC 365/227), a produção
desses novos sistemas tem por diferencial não afetar as camadas de ozônio.
Segundo o técnico de aplicações da BaySystems Latin America, da Bayer
MaterialScience, Paulo Bergantini, as opções em sistemas de PU para o
mercado brasileiro têm evoluído bastante graças às exigências européias.
Outra novidade levada à feira foram os sistemas de PU expandido para
produção de espumas brancas destinadas à fabricação de pranchas de surfe.
Formulado com resistência a UV, em base MDI, o produto também representa
grande inovação para esse segmento em virtude da existência no mercado
nacional apenas de sistemas à base de TDI.
Borrachas – Destaques da Kraton, as borrachas termoplásticas de
SEBS (estireno-etileno-butileno-estireno), para a fabricação de filmes
para embalagens de alimentos e de produtos de uso médico-hospitalar,
começaram a ser testadas em várias aplicações nos Estados Unidos.
| Desenvolvidos para atuar como
substitutos do PVC em filmes para alimentos e materiais de uso
médico-hospitalar, o interesse por esses elastômeros aumentou
consideravelmente após a aprovação do FDA (Food and Drug
Administration) e obtenção da certificação para uso em aplicações
médicas, segundo classificação da farmacopéia USP, Classe VI. |
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| Empresa lançou sistema para painel termoisolante |
Segundo Daniel Hamaoui, gerente de vendas para a América Latina da
Kraton Polymers do Brasil, unidade do grupo, com fábrica em Paulínia-SP,
esses elastômeros apresentam melhor processabilidade tanto em filmes
extrudados como soprados, além de oferecer alto grau de resistência,
flexibilidade e transparência.
“Ao contrário de outros materiais, não apresentam o menor risco de
transferir plastificantes para os produtos contidos nas embalagens”,
considerou. Com essas borrachas, podem ser fabricados filmes para
embalagens com uma única ou múltiplas camadas. Em misturas a seco com
poliolefinas em diferentes proporções, os filmes podem também alcançar
diferentes níveis de desempenho. Compostas com polipropileno na proporção
de 15%, essas borrachas, conforme comprovaram testes realizados pelo
fabricante, dobraram a resistência ao impacto dessa poliolefina.
| Segundo Hamaoui, as novas
borrachas também constituem material adequado para as mais exigentes
aplicações médicas, incluindo a fabricação de bolsas para acondicionar
sangue, soluções parenterais, plaquetas e tubos. Entre as aplicações
potenciais, contudo, além da utilização em compostos de PP e itens
para tratamento médico, essas borrachas podem ser aplicadas em
sobremoldagens, filmes soprados ou planos, co-extrudados e
termoformagem. |
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| Hamaoui: novos elastômeros servem para aplicações médicas |
Barreira a gases – A indústria alimentícia e os transformadores
focados em embalagens flexíveis, porém, também poderão se beneficiar da
borracha de SEBS da Kraton, funcionalizada para eliminar a necessidade de
uso de adesivos em filmes multicamadas, como substituta dos filmes
promotores de barreira a gases.
“As novas aplicações dos copolímeros estirênicos blocados e hidrogenados
representam grande inovação para os mercados de filmes e de embalagens
flexíveis porque oferecem novas possibilidades para as indústrias e
permitem processos de fabricação mais eficientes e de menor custo”,
afirmou Hamaoui.
Nos processos de co-extrusão, no lugar de camadas adesivas para unir
diferentes materiais, como filmes de náilon e EVOH, com função barreira, e
selantes, o transformador poderá usar uma única borracha termoplástica com
propriedades de adesão, transparência e resistência a rasgos.
O elastômero também propiciará, segundo observou Hamaoui, maior
resistência ao calor, em comparação com os níveis alcançados pelos
materiais convencionais empregados em camadas adesivas. Borrachas
co-extrudadas com poliolefinas eliminam resíduos de adesivos. “A nova
tecnologia de camada adesiva será particularmente útil para a confecção de
embalagens e oferece novas possibilidades para as indústrias”,
acrescentou.Segundo o gerente, os produtos podem ser co-extrudados com
poliolefinas em linhas convencionais de produção tanto de filmes cast
quanto de filmes soprados, permitindo reduzir os custos com a eliminação
da segunda camada de revestimento adesivo durante a fabricação de filmes
adesivos sensíveis às pressões mecânicas.
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