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Commodities
Perspectiva de cenário positivo nos próximos anos embala conversas nos
estandes da feira
Texto de Márcio Azevedo e fotos
de Cuca Jorge
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As notícias foram positivas e os ânimos estiveram otimistas nos
estandes dos produtores de commodities petroquímicas durante a Brasilplast.
Pontilhados pela moderação, pois os crescimentos da economia brasileira e
do consumo de resinas não têm sido memoráveis, os comentários fazem crer
que os atores do mercado com bom desempenho manterão a situação, e quem
resmungou demais, por causa do dólar, juros e PIB, acabou descobrindo a
ginga certa para ao menos se qualificar a crescer.
Os sucessivos recordes da indústria automotiva, a manutenção das
liberações de verbas governamentais para saneamento básico e construção
civil e o aquecimento de certos segmentos consumidores de embalagens
plásticas foram alguns dos fatores responsáveis pelo bom humor. Outra
prova do momento positivo foi o anúncio de novas capacidades produtivas no
parque nacional de polímeros, demonstrando confiança no potencial do País
para os próximos anos. Mantidos esses rumos, muitos prometem novas
ampliações para o período entre 2010 e 2013.
A Borealis, produtora de compostos de polipropileno, investirá 6,6 milhões
de euros em mais uma linha de produção na fábrica de Itatiba-SP, a ser
partida em meados de 2008.
| Mais moderna que as
existentes, dará maior flexibilidade à extrusão de PP reforçado com
fibra de vidro, em resposta à eleição do Brasil como base de
exportação de algumas plataformas de carros mundiais por muitas OEMs, explica José Sarmento, diretor-presidente da BU
(business unit, ou unidade de negócios) de aplicações de engenharia da
filial brasileira. Os fornecedores da indústria automotiva não produzem
mais apenas nos Estados Unidos e na Europa, e para acompanhar esse
movimento direcionado a mercados emergentes da América Latina, leste da
Europa e oriente da Ásia, empresas fornecedoras de resinas para aplicações
automotivas também estão expandindo suas fábricas nesses locais. |
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Sarmento: investir para
acompanhar OEMs... |
| ...e prosseguir com substituição de
concorrentes pelo PP reforçado |
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A capacidade instalada da Borealis no Brasil já era relevante, e precisava
ser aproveitada para não perder um bonde com estimados 4,2 bilhões de
euros que as principais montadoras conduzirão juntas na região da América
Latina, basicamente no Brasil, até 2010. “É um reforço grande, uma
mensagem muito forte para o mercado que as OEMs sentem a capacidade desses
mercados para se expandir”, afirmou Sarmento. A capacidade adicional da
Borealis brasileira será de 11 mil t/ano, totalizando 60 mil t/ano – 36
mil em Itatiba e 24 mil em Triunfo-RS.
| Esse aumento deve suprir o
mercado regional por três anos, mas se a evolução da indústria
automobilística se mantiver, as condições para desgargalamentos podem se estabelecer
novamente. E não se pode esquecer dos produtos do segmento de linha
branca, os outros consumidores importantes dos compostos que a Borealis
fabrica. |
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| Uzielli confirma bons sinais do setor automotivo |
Um pouco apertada pelas dificuldades em conseguir espaço na feira após a
separação da Polibrasil, e refletindo uma marca ainda não completamente
estabelecida no País, a Basell, uma das maiores petroquímicas do mundo em
produção de PE, PP e compostos de poliolefinas, também confirmou os bons
sinais do crescimento da indústria automotiva no Brasil. Na opinião de
Corso Uzielli, diretor-superintendente da unidade brasileira, é positivo o
aumento das vendas domésticas. Além do mais, a produção nacional de
automóveis cresceu 5,6% nos quatro primeiros meses de 2007, uma taxa
considerada razoável por ele. .
| Mantidos o humor da economia,
os juros em queda, e os prazos de financiamento para os consumidores
finais mais longos, que já atingem até 72 meses, o cenário é de
bonança para as cadeias ligadas à indústria automotiva nos próximos
anos |
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| Fernanda: fábrica garante fonte de matéria-prima |
Por volta da metade de 2008, também deverá ser concluída a nova fábrica de
etilbenzeno da Innova, que reforçou sua identidade como parte da Petrobrás
no encontro desse ano.
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