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Aditivos
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Nucleante da Milliken torna filmes 40% menos
opacos |
Expositores apostam em novos
aditivos fornecidos
em grânulos para melhorar propriedades de polímeros
Texto de Rose de Moraes e fotos de Cuca Jorge
Renovados
na aparência e nas propriedades, commodities e polímeros de engenharia não
serão mais os mesmos depois da 11ª Brasilplast. Graças às mais recentes
inovações empreendidas no território dos aditivos, boa parte deles agora
fornecidos em grânulos, polietilenos, polipropilenos, poliamidas,
poliésteres, PET, ABS e blendas de PC e de PBT podem contar com melhorias
e ajustes de propriedades, que irão propiciar transformados de maior
qualidade e funcionalidade ao mercado.
Os polietilenos empregados na produção de filmes aditivados com agentes
nucleantes acabam de ganhar altíssima transparência. Assim, tornam mais
visíveis grande diversidade de produtos embalados e estabelecem novos
padrões visuais de transparência aos filmes encolhíveis, esticáveis e às
bobinas técnicas, materiais com largo emprego nos setores industrial e de
consumo.
Originalmente produzidos em pó, mas agora também disponíveis na forma de
concentrados, os agentes nucleantes para polietilenos, inovação
apresentada pela Milliken, não só contribuem para melhorar a transparência
de filmes, como também aumentam a barreira à umidade, deixando-os ainda
mais resistentes a rasgos e às selagens a quente realizadas nas
indústrias.
“Nucleados com Hyperform HPN-20E, os filmes de polietileno resultam em
melhorias de propriedades ópticas e físicas”, informou Claudia Kaari Sevo,
gerente de aditivos poliméricos para todo o Brasil. Nos testes realizados
com o novo aditivo, foi possível observar um aumento significativo do
brilho e redução da opacidade em 40%, na comparação com o PEBDL sem esse
tipo de aditivação. Entre os ganhos, constatou-se maior tempo de
prateleira para produtos sensíveis à umidade. Isso ocorreu devido à
redução da permeabilidade aos vapores d’água para o PEBDL em 40%, e para o
PEAD, em 20%.
“O aumento da resistência à selagem a quente proporcionada pelo nosso
agente nucleante também permite maior flexibilidade na escolha do material
para a camada selante, podendo-se ainda contar com a possibilidade de
reduzir a espessura do filme devido ao melhor desempenho nas propriedades
de rasgo e de resistência ao impacto, em comparação com as blendas de PEBD/PEBDL”,
afirmou Claudia.
Alvos das recentes inovações, os polipropilenos clarificados alcançaram
grande repercussão na edição da Brasilplast, em 2005, por oferecer ao
mercado novos padrões de transparência às embalagens de bebidas,
alimentos, cosméticos, produtos de limpeza, utilidades domésticas, caixas
de DVD, entre inúmeras outras, tanto em processos de injeção e sopro
convencionais, como de paredes finas, ou mesmo injeção/estiramento/sopro (ISBM),
extrusão de chapas, filmes e termoformagens.
PP ainda mais transparente – O mais recente legado a essa categoria
de polímeros parte da Ciba, que lança no mercado brasileiro dois agentes
para PP: um clarificante (Irgaclear XT 386) e um nucleante (Irgastab NA
287).
| “O Irgaclear XT 386 é uma
inovação na área de clarificantes para polipropileno, até hoje
baseados em derivações de sorbitóis”, informou Francisco C.F. Lopes,
gerente de novos negócios da área de aditivos para plásticos da Ciba. |
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| Lopes: aditivo entra em PP por recomendação da Fifa |
A nova geração de clarificantes da empresa, apresentada ao mundo em
setembro de 2006, em lançamento promovido na Europa, baseia-se em
trisamida. Mas, além da estrutura química, o mercado apreciará saber que o
uso do novo aditivo promete gerar maior eficiência na clarificação em
proporções mínimas de uso, entre 0,015% e 0,020%, nível de concentração
cerca de doze vezes menor em comparação com as proporções de uso dos
derivados de sorbitol.
“Essa alta eficiência tem grande impacto sobre as propriedades
organolépticas do polipropileno, pois se consegue obter um material
praticamente isento de odor e sem coloração. Por ser mais estável
termicamente em relação aos sorbitóis também permite a reciclagem do PP
clarificado, sem perda da transparência”, acrescentou Lopes.
Nos testes realizados, o novo aditivo se apresentou termicamente estável
sob temperaturas até 380oC. Nas várias etapas de processamento, também não
apresentou exsudação. Mas, além de beneficiar o transformador, outro
grande favorecido será o consumidor, que poderá visualizar a integridade
dos produtos embalados e expostos em prateleiras e gôndolas do varejo.
Estabilizantes de efeito duradouro – Ativas quimicamente nos
polímeros por dez até quinze anos, as novas gerações de estabilizantes ao
espectro de luz ultravioleta (UV) evoluíram rapidamente em resposta às
necessidades do mercado, principalmente o automotivo, que não esquece e
tampouco perdoa veículos com pára-choques em PP, transitando anos atrás
completamente desbotados e esbranquiçados.
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