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Na avaliação de Zanetti, as aplicações mais atingidas foram as embalagens
de água mineral, detergentes, vinagres, desinfetantes e sucos. “Os
cosméticos têm sofrido assédio, e alguns segmentos devem migrar em breve.
É uma situação preocupante. Não vejo outra solução que não passe pelo
rebaixamento de custo dessas resinas.”
Porém, como fabricante de sopradoras, a Pavan Zanetti garante estar atenta
à situação. “Temos projetos em andamento para atender a esse crescente
mercado, visando produções médias de 3 mil frascos por hora até 2 mil ml.
As novidades ainda não serão apresentadas na Brasilplast 2007, mas virão
em breve”, garante.
Ação e reação – Há um ano a Pavan Zanetti importa injetoras da
chinesa Tederic Machinery. As máquinas são indicadas para diversas
aplicações, incluindo a produção de pré-formas de PET. “Notamos o
interesse de pequenos transformadores em fabricar sua própria pré-forma
para não depender dos grandes fabricantes.”Na maioria dos casos são
empresas com pequena escala, até mesmo de modelos especiais de pré-formas.
| “Por não conseguirem
custos competitivos optam por fabricar.” A importação não inclui os
moldes. “Indicamos fabricantes nacionais.” As injetoras têm até 500
toneladas de força de fechamento. A Pavan é responsável pela
assistência técnica e mantém estoque de peças de reposição. |
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| Margraf: lançamentos privilegiam custo otimizado |
O diretor-geral da Bekum do Brasil, Uwe Margraf, também observa a expansão
do PET. “Está substituindo o sopro tradicional”, diz. Por isso, acredita
que na Brasilplast o foco dos fabricantes de sopradoras será mostrar as
aplicações onde cada processo agrega vantagens, seja em relação à extrusão
contínua, injeção-sopro ou em tecnologias especiais. “O Brasil ainda tem
mercados embrionários que no exterior são consolidados.”
Na avaliação de Margraf, a exposição deverá destacar o empenho dos
fabricantes em reduzir o preço dos equipamentos e o custo do produto
transformado. Para alcançar esses objetivos, buscam a economia de energia
elétrica e o aumento da capacidade das máquinas. “É preciso garantir maior
produtividade com custo otimizado. Nosso objetivo não é vender com base no
preço do equipamento e sim no da embalagem final, ou seja, temos de
oferecer a melhor relação custo/benefício”, diz. De acordo com ele, os
clientes que fazem esse tipo de conta se surpreendem com o resultado.
Dentre os mercados potenciais, Margraf cita o sopro asséptico e a
co-extrusão de múltiplas camadas. Embora a Bekum fabrique equipamentos
para injeção-sopro na Alemanha, o foco da empresa no Brasil são os
processos contínuos, incluindo o asséptico e a co-extrusão.
Na co-extrusão, dois ou mais tipos de plásticos formam um conjunto de até
sete camadas, agregando as propriedades específicas de cada uma das
resinas utilizadas e ampliando o uso das embalagens. “O processo oferece
soluções técnicas e econômicas para os mais altos requisitos de diversos
segmentos como alimentício, cosméticos, agroquímicos, automobilístico,
farmacêutico e medicinal.”Na indústria alimentícia, uma das aplicações
mais difundidas são os frascos de leite longa-vida e sucos, com três e
seis camadas, respectivamente, cuja vida útil alcança até doze meses.
“Essas embalagens, em combinação com o PP, permitem o envase de alimentos
a quente.”
Para as indústrias voltadas a altas produções, Margraf destaca o uso de
sopradoras com múltiplas cavidades, elevada força de fechamento, gargalo
calibrado e automação integrada com pós-resfriamento, estampagem
hidráulica e saída orientada.
A combinação do sopro asséptico com a tecnologia de co-extrusão minimiza a
contaminação por bactérias e ao mesmo tempo aumenta a vida útil dos
produtos. “São tecnologias extremamente eficientes e pouco empregadas no
Brasil.”
Até o momento, a co-extrusão está mais difundida no mercado de bombonas
para o acondicionamento de agroquímicos. “Tem muito espaço para crescer em
alimentos e cosméticos, entre outros”, afirma o gerente-comercial da
Uniloy Milacron, Hercules Piazzo.
Carona no PET – Fora do mercado convencional, a Uniloy Milacron
comemora o avanço da injeção-sopro e das exportações. Ressalta ainda o
crescimento do mercado de tanques de combustíveis. “A capacidade de
produção das máquinas varia de frascos de 2 ml a tanques de mil litros.”
As vendas no Brasil atendem principalmente os segmentos de injeção-sopro
de até 100 ml e sopro com cabeçote acumulador acima de 200 litros.
Diversas empresas atuam no mercado de injeção-sopro e
injeção-estiramento-sopro no Brasil, como a Nissei ASB, Aoki, Krones e
Kammann, entre outras (confira as principais novidades da Brasilplast
nesta edição). |
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