Os equipamentos melhoraram seu desempenho e engordam os faturamentos dos fabricantes ano a ano. As unidades de água gelada representaram um dos maiores crescimentos percentuais em vendas de 2006 da Piovan do Brasil. Em evidência na feira, o sistema foi aperfeiçoado e passou a contar com versões maiores de até 90 mil kcal/h. Outro incremento responde pela redução do consumo de energia. Haverá mais novidades no segmento. O principal produto da Mecalor, de São Paulo, por exemplo, será a unidade de água gelada. A empresa apresentará uma nova linha, com modelos de tamanho reduzido, de mil, 3 mil e 5 mil kcal/h, e incrementos na série de equipamentos de grande porte.

Outra aposta de alguns fabricantes são os equipamentos econômicos. Por isso, acessórios compactos, como uma linha de secador/desumidificador de fabricação própria, serão os destaques da Automaq, de Diadema-SP, na Brasilplast. “Procuramos um custo competitivo, simplificando ao máximo o projeto”, comenta um dos sócios da empresa, Caio Prado. Com a mesma proposta de economia, a empresa irá apresentar um controlador de temperatura de sua representada Sterling. “É um desenvolvimento que reduziu em cerca de 20% os componentes mecânicos e eletrônicos”, exemplifica Prado.

Mais novidades - Talvez seja ousado pronunciar a reciclagem como o mote central da participação dos periféricos nessa Brasilplast. No entanto, cada vez mais profissional, essa atividade tem exigido lançamentos dos fabricantes de equipamentos. As linhas para reciclagem do polietileno tereftalato (PET) estão em alta e não é de hoje. Há algum tempo, os sistemas de cristalização Pet-Flake representam um dos equipamentos mais vendidos de alguns fabricantes, como é o caso da Ineal Automação Industrial, de Santo André-SP. Na tentativa de maximizar os lucros, há muito interesse nesse tipo de produto. Para o vice-presidente da Piovan do Brasil, no entanto, o transformador tem de prestar atenção na qualidade do equipamento. O sistema deve garantir a perda mínima da viscosidade intrínseca no processo de cristalização e secagem. Para tanto, a entrada do material na máquina precisa ser homogênea e a fluidez do processo, constante, sem gerar pó (caso haja a produção de pó, o equipamento deve eliminá-lo).

Em evidência, as linhas para reciclagem de termoplásticos também poderão ser vistas no estande da Automaq, que irá apresentar equipamentos de sua representada Zerma, como moinhos e trituradores. De acordo com o fabricante, os acessórios mais solicitados, no momento, são os de alto torque e baixa rotação. “A reciclagem é uma necessidade por causa de custo e pela questão ecológica”, afirma Santos, da Piovan. Para ele, os equipamentos voltados para esse ramo sempre terão destaque.

Os moinhos para recuperação de PET já viveram seus momentos de glória. De acordo com Cerri, no entanto, há cerca de dois anos, as vendas desse tipo de equipamento estão estabilizadas. Hoje, o foco da Rone é a reciclagem pré-consumo, com destaque para a linha C. Assim como ocorreu com as injetoras, no passado, a fabricação de moinhos passou a ser regida pelas normas de segurança da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Mesmo sem ter sido inserida na convenção coletiva, a Rone, de Osasco-SP, se adiantou e utilizou as novas regras como referência no seu projeto da linha C. “As empresas pensam muito na segurança atualmente”, explica Cerri. A novidade nos equipamentos ficou por conta das melhorias no material de absorção acústico da peça, o que permitiu redução do nível dos ruídos em 5%, em relação aos modelos apresentados na edição anterior da Brasilplast. Esse lançamento traduz uma tendência do setor: o aumento da demanda de equipamentos silenciosos, capazes de gerar níveis de ruídos de até 80 decibéis, como determina a ABNT. O mercado também tem acompanhado a maior procura por moinhos de baixa rotação. “Essa é uma linha que vendemos bastante”, anuncia Cerri.

O alto grau de exigência dos convertedores também abriu caminho para os equipamentos periféricos de ponta. Por isso, esse avanço do setor se reflete ainda no segmento de manipuladores. Segundo estimativa do diretor-geral da austríaca Wittmann, Reinaldo Milito, nos últimos dez anos, a empresa quase triplicou a fabricação dos robôs. Um dos fatores responsáveis por esse avanço é o acesso facilitado do transformador a esse tipo de recurso. Nesse mesmo período, o preço desses equipamentos foi reduzido quase à metade.

Prova desse cenário favorável aos robôs será vista no próprio estande da Wittmann. Serão diversos os lançamentos, mas o destaque ficará por conta dos implementos realizados no robô W 721 CS3. Indicado para injetoras de até 400 toneladas de força de fechamento, o modelo custa 20% menos, se comparado às versões anteriores de robôs. A Dal Maschio – DM Robótica do Brasil, de Diadema-SP, também fez questão de apresentar novidades, como a nova série PL, uma linha que possui como uma de suas principais características a flexibilidade de montagem mecânica.

Extrusão - Abastecido com novos desenvolvimentos de produtos e estratégias específicas por parte das empresas, o mercado de extrusão tem contribuído cada vez mais com as vendas dos fabricantes dos equipamentos auxiliares. A Piovan do Brasil é um exemplo dessa tendência, pois no ano passado decidiu intensificar sua atuação nesse ramo e transformou a extrusão em um negócio da companhia, com a contratação de profissionais específicos para essa área. Entre os lançamentos da marca, está o dosador MXP, um novo sistema para linhas de extrusão, projetado para garantir segurança no processo de mistura e dosagem gravimétrica. Hoje, a participação da extrusão no faturamento da companhia é de 20%.

Projetos que contemplam o segmento não faltam. Alguns deles serão apresentados na Brasilplast, como é o caso do sistema de dosagem (gravimétrico e volumétrico) com controle de espessura do filme da Rax. Essa novidade resulta de parceria do fabricante nacional com a empresa italiana Doteco.

Outro lançamento vem da filial sul-americana da também italiana Corema, que destacará o Modulair, um sistema de refrigeração para os processos de extrusão de filme do tipo balão.

Divulgação

Dosador MXP será destaque para linhas de extrusoras

O equipamento tem a finalidade de controlar a temperatura do ar que vai para o filme, de forma direta. Em geral, se utiliza água gelada com o trocador de calor. Segundo Zimmaro, o usuário atinge produtividade até 20% maior em relação a outros similares e consegue elevar a qualidade do filme, com mais brilho, transparência e uniformidade.

 
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