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Mercado de embalagens comemora bons
resultados
O setor de embalagens alcançou em 2006 um dos
melhores resultados financeiros dos últimos tempos. O faturamento somou R$
31,97 bilhões, ou seja, 1,53% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro,
um crescimento de 2,13% em relação a 2005.
Em dólar, a magnitude desse resultado é ainda mais significativa,
principalmente em comparação com o desempenho financeiro obtido quatro
anos atrás. Em 2006, as vendas em dólar alcançaram US$ 14,68 bilhões, mais
do que o dobro do montante alcançado em 2002, de US$ 6,96 bilhões.
Essas informações constam do último balanço da Abre – Associação
Brasileira de Embalagem, divulgado recentemente. A entidade patrocina
vários estudos estatísticos realizados pelo economista Salomão Quadros,
coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da
Fundação Getúlio Vargas, com a finalidade de apresentar dados aos
associados.
De acordo com o último estudo promovido pela entidade, as embalagens
plásticas continuam a imperar como as maiores geradoras de receita para o
setor de embalagens como um todo, mas a parcela de contribuição das
embalagens cartonadas e em papelão ondulado também foi das mais
significativas.
Em 2006, no caso específico das embalagens plásticas, o faturamento
superou R$ 10 bilhões, ou 31,5% da receita total do setor, enquanto as
cartonadas e em papelão ondulado participaram com 30,9% do total, parcela
equivalente a R$ 9,8 bilhões.
Em terceiro lugar, destacaram-se os resultados financeiros das embalagens
metálicas. Essa categoria alcançou 21,5% de participação sobre o total, ao
gerar receita de RS$ 6,86 bilhões. A seguir, classificaram-se as
embalagens em papel, com 7,5% de participação sobre o total, e faturamento
de RS$ 2,38 bilhões. Na seqüência, foram classificadas as embalagens de
vidro, que geraram receita de RS$ 2,1 bilhões, e obtiveram 6,6% de
participação sobre o total, e as embalagens em madeira, com R$ 672 milhões
e participação de 2,1% sobre o faturamento total.
Nas exportações, o melhor desempenho foi alcançado pelas embalagens
metálicas. Depois posicionaram-se as embalagens plásticas, seguidas pelas
cartonadas, em papel e papelão ondulado, e pelas embalagens em vidro e
madeira.
Dos US$ 376 milhões exportados pelo setor em 2006, US$ 132 milhões
corresponderam às embalagens metálicas (35,2%), US$ 113 milhões às
embalagens plásticas (30,2%), US$ 73,6 milhões (19,5%) às embalagens em
papel, papelão ondulado e papel cartão, US$ 28,3 milhões (7,5%) às
embalagens de vidro e US$ 28,1 milhões (7,5%) às embalagens em madeira.
As melhores taxas de crescimento das exportações incidiram sobre as
embalagens de vidro (97,2%). Na seqüência, o melhor desempenho nas
exportações foi alcançado pelas embalagens em madeira (36,6%), metálicas
(23,1%), papel/papelão ondulado/papel-cartão (22,4%) e, por último, as
embalagens plásticas (11,7%).
Apesar do superávit na balança comercial, as importações revelam outros
dados importantes. Dos US$ 291 milhões gastos com importados em 2006, US$
193,5 milhões (66,4%) se referem às importações de embalagens plásticas
vazias. Já a importação de embalagens metálicas correspondeu ao desembolso
de US$ 50,9 milhões (17,5%). Em papel/papelão ondulado/papel-cartão, o
Brasil importou US$ 27,9 milhões (9,6%) e em vidro, US$ 19,1 milhões
(6,6%).
Tradicionalmente, as indústrias mais usuárias de embalagens são as de
alimentos, bebidas, fumo, vestuário, calçados, fármacos, perfumes, sabões,
detergentes e produtos de limpeza.
Em 2006, segundo o estudo da Abre, a demanda por embalagens cresceu em
alguns setores, como o de bebidas (7,15%) e de fármacos (4,38%). Também é
interessante observar o crescimento maior das embalagens nos setores de
perfumes, sabões, detergentes e produtos de limpeza (1,96%) em relação ao
de alimentos (1,81%).
Como grande usuário de embalagens, o setor de perfumaria, detergentes e
correlatos foi o que mais reagiu em 2006 à queda observada em 2005,
passando de – 5,05% para + 1,96%.
Na indústria de alimentos, as embalagens para açúcar apresentaram maior
crescimento: 9,25%, em seguida vieram os sucos de frutas (3,49%),
conservas e molhos (3,02%), arroz (1,9%), carnes bovinas e derivados
(1,46%), e os leites e laticínios (1,38%).
Ao contrário do exposto, o consumo de embalagens diminuiu em outras
categorias de alimentos, como carnes de aves e derivados (-3,41%), café
(-3,09%), óleos e gorduras vegetais (-2,85%) e pet-foods (-2,54%).
O estudo da Abre ainda apontou outros fortes usuários de embalagens em
2006, como o setor de máquinas para escritório, sugerindo, o crescimento
na utilização de embalagens para acondicionar computadores. Nesse setor
específico, as taxas de crescimento foram muito altas, de 51,57%. R.M.
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