Amaury Alves, gerente-comercial da Miranda, concorrente da Polimold no território nacional, faz leitura parecida do mercado. “O que posso dizer é que em 2006 tivemos de lutar muito para vender”, explica. As vendas de porta-moldes representam 35% do faturamento da empresa, que também atua nos mercados de bases de estampo e de outros produtos.

A Miranda tem planta industrial localizada no município de Suzano-SP e no ano passado também trabalhou no desenvolvimento de um novo catálogo, que possibilita mais de 500 mil combinações de medidas, contra as 50 mil a 60 mil oferecidas antes. “O novo catálogo já está à disposição do mercado, mas vamos fazer seu lançamento oficial na Brasilplast”, revela Alves.

A boa notícia para as duas empresas é que desde o fim de 2006 os negócios estão em alta. “No ano passado nosso lucro foi zero. Neste ano, tivemos um pequeno lucro no primeiro trimestre. As vendas evoluíram, mas ainda estamos trabalhando com rentabilidade muito baixa”, diz Fix. “A expectativa para esse ano é boa, o mercado vem se aquecendo e há mais confiança entre os nossos clientes”, emenda Alves.
A análise feita pelos representantes da indústria de porta-moldes coincide com a percepção de mercado de profissionais experientes das ferramentarias. “O ano passado foi fraco para o setor, mas este ano está começando muito bem”, garante Alan Miguel Ayres, gerente-comercial da Btomec, localizada na cidade de Joinville-SC.

A empresa, uma das principais do mercado nacional, encontra-se no seleto clube das que atuam com tecnologia de ponta. Entre suas especialidades está a fabricação de moldes de múltiplas cavidades e de stack molds.  A mesma informação é dada por Nelson Gonçalves, gerente de engenharia da paulistana Moltec e presidente da câmara de engenharia da Abimaq.
Alves: número de empresas é um mistério

No mercado desde 1971 e com um time de 300 colaboradores, a Moltec é uma das maiores do ramo no País. Atua exclusivamente na área de embalagens e também produz moldes de sopro. Uma das suas especialidades são as matrizes para tampas e pré-formas de PET.

Número desconhecido - Mesmo para os executivos das duas companhias que se destacam entre os fornecedores nacionais de porta-moldes, é difícil calcular o número de fabricantes de moldes instalados no País. Fix revela que a Polimold conta em seu cadastro com os nomes de 4,8 mil clientes. “Mas esse número não espelha a realidade”, ressalta. O diretor da Polimold informa que muitas dessas empresas não realizam compras há um bom tempo e podem estar inativas. Outras são transformadores que não costumam terceirizar a produção dos moldes que utilizam. Alves, por sua vez, prefere nem arriscar palpite. “Não tenho idéia de quantos produtores de moldes existem no País”, resume.

Lideranças do setor de ferramentarias também não têm noção exata deste número. Gonçalves, da Moltec, estima entre dois mil e três mil empresas. Wiland Tiergarten, diretor da Btomec, calcula em três mil, entre ferramentarias e empresas de usinagem. Mas nenhum dos dois põe a mão no fogo na hora de garantir se esses números estão próximos da realidade.

Na região paulista, o número de empresas existentes é um mistério. Nos outros dois pólos, localizados em cidades de menor porte, a projeção é mais fácil de ser realizada. “Em Joinville existem mais ou menos 400 fabricantes de moldes e especialistas em usinagem”, acredita Tiergarten. “Temos mais de 200 ferramentarias em Caxias do Sul, voltadas para segmentos bem diversificados”, calcula Mari Lucia Scolaro, coordenadora de marketing da Belga Matrizes, empresa apontada como uma das principais referências do mercado gaúcho. A Belga está no mercado há 28 anos e conta com 120 colaboradores. Em sua fábrica já produziu moldes de até 40 toneladas.
Ayres: vendas do início
do ano são animadoras

 Seus principais clientes são da indústria automobilística, mas a empresa também atende os transformadores de peças para eletrodomésticos da linha branca e linhas de produtos agrícolas, entre outros segmentos.

Sofisticados e simples - As ferramentarias brasileiras têm tamanhos e características muito diferenciados e prestam serviços variados. Em uma análise simples, elas podem ser divididas em duas categorias, as especializadas em ferramentas sofisticadas e as que fabricam moldes de menor precisão.
 

 
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