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Moldes |
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Sofisticados nacionais concorrem com europeus,
e chineses incomodam ferramentarias simples |
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Texto de José
Paulo Sant'Anna e fotos de Cuca Jorge
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Traçar
o perfil do mercado nacional de moldes para transformação de
termoplásticos não é tarefa fácil. Inexistem informações precisas sobre as
cifras que o segmento movimenta na economia e até mesmo sobre o número de
empresas que ele envolve. Nem mesmo no foro criado para o setor existem
informações confiáveis. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e
Equipamentos (Abimaq) tem uma câmara de discussão voltada para
ferramentarias e modelação. “Lá existem poucas empresas associadas e não
temos dados representativos”, informa Alexandre Fix, integrante da câmara
e diretor da Polimold, empresa líder do mercado brasileiro de porta-moldes.
| O que se tem certeza é de que
o setor é formado por algumas centenas de ferramentarias. A grande
maioria dessas empresas é de pequeno porte, inúmeras são as criadas
por profissionais do ramo interessados em ter seu próprio negócio.
Outra constatação não deixa dúvidas. O Brasil conta com três grandes
pólos produtores, instalados na Grande São Paulo e nas cidades de
Joinville-SC e Caxias do Sul-RS. |
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| Fix: resultado de 2006 não trouxe retorno |
Como faltam estatísticas e sobram dúvidas, para se ter idéia do mercado
de moldes é preciso utilizar alguns parâmetros. Profissionais experientes
do mercado estimam que de 50% a 70% das matrizes para injeção de plástico
no Brasil são feitas com base na compra de porta-moldes. Esse dado faz do
desempenho dos principais fabricantes desses produtos um bom termômetro
para se avaliar como anda o setor das ferramentarias.
Duas empresas nacionais de destaque no ramo de porta-moldes, Polimold e
Miranda, vivem momentos semelhantes quando a conversa recai sobre os
resultados das vendas. O ano de 2006 não foi dos melhores para elas. O
primeiro trimestre de 2007, no entanto, apresentou recuperação e as
perspectivas para este ano são bem mais otimistas.
Entre as explicações para o fraco desempenho no ano passado se encontram
velhos problemas da economia brasileira, causadores de choradeira
generalizada entre representantes das indústrias dos mais diversos
segmentos. Na opinião dos empresários, valorização do real, juros elevados
e carga tributária excessiva são gargalos que inibem o crescimento da
economia, brecam investimentos na produção e aumentam a competitividade
dos importados. Basta uma análise do crescimento do PIB do ano passado
para confirmar o desempenho nada animador apresentado pela indústria.
“No ano passado crescemos 5%. Pode parecer um resultado razoável, mas
nosso negócio exige muitos investimentos e esse número é pífio”, avalia
Fix. Para justificar sua análise pessimista, o executivo lembra do grande
investimento feito pela empresa nos últimos anos. Hoje ela conta até com
um galpão climatizado para garantir tolerâncias nas operações de usinagem
das placas de aço que fazem parte de seus produtos.
O dirigente também ressalta o investimento feito pela empresa para que seu
catálogo passasse a possibilitar desde o ano passado mais de 600 mil
combinações de medidas para os compradores, número três vezes maior que o
oferecido anteriormente. “O catálogo aumentou muito nosso potencial de
vendas, mas os negócios não corresponderam às expectativas”, afirma.
A Polimold surgiu em meados dos anos 80 ocupando um pequeno pedaço da
Bracofix, transformadora de peças plásticas que pertencia à família de
Alexandre Fix. Hoje, ocupa cinco prédios, instalados em um terreno de 15
mil metros quadrados localizado em São Bernardo do Campo. A empresa conta
com um time de 400 colaboradores e, além de ser líder do mercado interno,
exporta para países da Europa, Ásia e América Latina. A Polimold também
representa no Brasil a fabricante norte-americana de porta-moldes DME.
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