Já as exportações apresentaram elevação de 12,4%, ao totalizarem US$ 9,6 bilhões. Porém, vêm apresentando desaceleração desde o início de 2005, quando registravam crescimento acima de 40%.

O melhor indicativo ficou por conta dos investimentos realizados pelo setor de bens de capital, da ordem de R$ 6,9 bilhões, o equivalente a 8,2% do faturamento do ano. O resultado superou o recorde histórico dos períodos anteriores e representa 93% do previsto.

No início do ano, a Abimaq divulgou as perspectivas para 2007. A entidade prevê aumento de 3,4% na produção de bens de capital mecânico. O crescimento deve ser alto em virtude do fraco desempenho do setor nesse quesito nos últimos três anos. Já o faturamento vai apresentar recuperação moderada da ordem de 1% em relação aos valores registrados nos anos anteriores. “As margens estão muito reduzidas”, afirma Mello.
 
PAC – Os fabricantes de bens de capital mecânico estão otimistas também em relação às medidas do Pacote de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os estímulos ao crédito e ao financiamento, ainda que centrados nas áreas de saneamento, infra-estrutura e habitação, deverão repercutir no setor, de acordo com a Abimaq.Na avaliação de Newton de Mello, o PAC abre boas perspectivas de negócios. “O aumento dos investimentos em infra-estrutura eleva a demanda direta por bens de capital, e ainda contribui para aumentar a competitividade da máquina exportada, seja pela redução de custos em portos e melhoria das rodovias, entre outros aspectos”, afirma.
Maristela aposta na exposição para elevar as vendas

Maristela compartilha da mesma opinião. “O setor plástico está diretamente relacionado à qualidade de vida da população. Nosso consumo per capita ainda é muito baixo, em torno de 24 kg contra 100 kg das nações desenvolvidas.”

De acordo com a Abimaq, os efeitos do PAC devem começar a ser sentidos apenas no segundo semestre. Newton de Mello elogia ainda as medidas que visam a desburocratização das licenças ambientais e das licitações (Lei 8666) e a desoneração tributária, com a ampliação dos prazos de recolhimento do PIS/Cofins do dia 15 para o dia 20, e do INSS do dia 2 para o dia 10. “Tudo isso faz com que as empresas tenham um pouco mais de caixa, diminuindo sua necessidade de capital de giro, e com isso tendem a investir mais”, diz.

Exposição – Para Maristela, a Brasilplast é um importante catalisador de novos negócios. “Trata-se de uma feira internacional que, historicamente, tem ajudado o setor brasileiro a crescer. Esperamos que isso ocorra novamente”, diz.
Para os fabricantes de injetoras, a exposição representa uma boa oportunidade para confrontar a tecnologia nacional com a dos concorrentes asiáticos, entre outros. O setor é o mais afetado pelas importações da China. “A Abimaq trabalha para combater a importação fraudulenta e o dumping”, diz Maristela. No ano passado, a entidade recorreu ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior com pedido de salvaguarda, sem resultados. Mas o estudo da ação antidumping corre sob sigilo, segundo Maristela.

No campo tecnológico, os fabricantes de injetoras estão apostando nas máquinas mais precisas, econômicas e silenciosas. Entre os destaques estão as injetoras elétricas.
As expectativas são favoráveis também para os fabricantes de extrusoras. Novos desenvolvimentos despontam no cenário nacional. No ramo de filmes, a indústria de embalagem com barreira dita as regras. De acordo com as empresas do setor, o transformador consolidou o uso de novos materiais e filmes técnicos.
Aumentou também a procura por linhas de co-extrusão de filmes em camadas. Apesar do crescimento, o mercado brasileiro ainda não apresenta o perfil para trabalhar com máquinas de sete camadas. A maior parte das vendas fica por conta dos modelos para até cinco camadas.

Outras tendências despontam em extrusoras para a fabricação de filmes com espessuras mais finas, além de equipamentos que favoreçam a redução do consumo de energia. Preocupação presente no setor de sopradoras, os fabricantes investem na redução do custo do produto transformado. Os novos desenvolvimentos privilegiam o aumento do número de cavidades, a velocidade dos movimentos e a precisão e a estabilidade de processo, além da redução do ciclo para produzir embalagens totalmente acabadas e de qualidade.

Ainda no campo das sopradoras, o mercado brasileiro registrou o avanço do polietileno tereftalato (PET) nos redutos do vidro e de resinas termoplásticas, como o polipropileno (PP). Incentivados pelo preço do PET, os transformadores passaram a investir na injeção-sopro, reduzindo o mercado dos processos de extrusão contínua. As exportações do setor caíram mais de 35%, de acordo com a Abimaq.
Já os fabricantes de impressoras registram maior procura por equipamentos com maior valor agregado. A expectativa é de que os negócios na Brasilplast venham consolidar esta tendência de sofisticação do consumidor brasileiro. Outro fator positivo se refere à demanda, mais aquecida desde os primeiros meses do ano. Nas expectativas do setor, as vendas em 2007 alcançarão um patamar 20% superior ao registrado nos últimos anos.
 

 
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