Máquinas

Após enfrentar diversos percalços em 2006, setor reage e injeta ânimo nas projeções dos fabricantes para as vendas deste ano
 

         


Texto de Simone Ferro e fotos de Cuca Jorge
 

Depois de enfrentar um ano difícil, com queda de 18,3% no faturamento nominal, os fabricantes de máquinas para processamento de plásticos têm pelo menos dois bons motivos para apostar na recuperação do mercado em 2007. O primeiro se refere à reação do próprio setor, cujas vendas do primeiro trimestre registraram alta em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com as estimativas divulgadas pelos fabricantes.

O outro, diz respeito à Brasilplast. A mostra promete, mais uma vez, alavancar novos negócios.Conforme os indicadores da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o setor faturou cerca de R$ 659 milhões no ano passado, contra pouco mais de R$ 807 milhões de 2005. Impulsionadas pelo câmbio, as importações registraram alta de 19,4%.}

Parte desse resultado se deve à forte concorrência das injetoras chinesas. Porém, as importações de extrusoras também foram expressivas e já começam a chamar a atenção da entidade. “Cresceram 87% entre 2005 e 2006”, afirma a vice-presidente da CSMAIP e diretora de financiamento da Abimaq, Maristela Simões.

 

As exportações do setor caíram 11,2%. Na avaliação de Maristela, as previsões de crescimento devem ser cautelosas. “Caso o mercado se mantenha comprador, a exemplo dos primeiros meses do ano, poderemos sinalizar um início de recuperação.”
 
Apesar da pequena reação, os preços e a rentabilidade estão comprometidos, principalmente para as empresas com parte do faturamento atrelado às exportações. “Com o câmbio nesse patamar, a alternativa é aumentar a produção.” Maristela ressalta ainda que é importante os fabricantes buscarem novos fornecedores, aprimorarem parcerias e os contratos de fornecimento dos insumos, entre outras ações que visem melhorar as margens.“A situação cambial vai continuar muito desfavorável para o investimento produtivo no País. O resultado é que o produto brasileiro fica com custo mais elevado em relação ao similar importado. Além disso, os grandes investimentos em fábricas acabam sendo direcionados para países como Índia, China e México”, diz o presidente da Abimaq, Newton de Mello.
Mello: produto brasileiro seguirá perdendo mercado

O desempenho do segmento de máquinas para o processamento de plásticos refletiu os números da indústria de bens de capital mecânico. No ano passado, o setor apresentou queda nas principais variáveis econômicas, como faturamento (-1,9%), com R$ 55,8 bilhões faturados, consumo aparente (-0,6%), nível de utilização da capacidade instalada (-1%) e emprego (-2%), de acordo com os dados da Abimaq.
 

 
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