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Apesar das dificuldades do mercado nacional, as vendas registram leve
ascendência, segundo Heinen. “Os produtos brasileiros, e a Himaco em
especial, sempre se basearam nos níveis tecnológicos alemães ou italianos,
superiores ao asiático”, justifica.
Apoio – No ano passado, a Abimaq inaugurou um escritório comercial
em Pequim, na China. A iniciativa visa assessorar e dar atendimento aos
associados interessados em vender e comprar bens de capital mecânico
naquele país. “O escritório apóia as indústrias de bens de capital,
auxiliando a identificar revendedores, fornecedores e até parceiros
comerciais naquela região”, diz Maristela.
As principais origens das importações do setor por ordem de grandeza são
Alemanha, Itália, Estados Unidos, Japão, China, França e Suíça. Embora a
China não ocupe a primeira posição, as máquinas vendidas no País concorrem
diretamente com os equipamentos fabricados localmente, ao contrário dos
demais importadores que abastecem o mercado de alta produção e tecnologia.
Recentemente, o presidente da CSMAIP e diretor da unidade de injetoras de
plásticos da Romi, um dos principais fabricantes do setor, Giordano Romi
Jr., divulgou estudo comparativo prático do desempenho de injetoras
brasileiras e chinesas. “Ao avaliar a relação custo/benefício os
transformadores chegam à conclusão de que algumas tecnologias importadas
não oferecem vantagens apesar do preço inferior da máquina.”
De acordo com o estudo conduzido pela Romi, em seis meses, a produção de
sete máquinas nacionais foi equivalente ao volume obtido em dez injetoras
chinesas. “Só em moldes, o transformador vai investir 45% a mais. É o
barato que sai caro”, diz Romi. (Leia outros detalhes do estudo elaborado
pela Romi em PM, edição 387, pág. 12.)
Tradicionais fabricantes do setor, a Jasot e a Sandretto também fazem coro
contra as importações chinesas. As empresas ressaltam ainda a retração da
demanda interna e a falta de ações governamentais de apoio às exportações.
A Himaco exporta para toda a América do Sul, porém, segundo Heinen, as
quantidades estão abaixo do esperado. “As vendas externas são sacrificadas
por uma política financeira que visa o equilíbrio da dívida pública, com a
entrada de capital especulativo. O aparente equilíbrio nas contas
públicas, mantido pela entrada de capital que visa remuneração financeira
temporária, supervaloriza o real em relação às outras moedas. Enquanto
isso acontecer no País, poucos segmentos industriais poderão exportar”,
diz Heinen.
Vitrine – Máquinas mais precisas, econômicas, produtivas e
silenciosas. Essas são as promessas dos fabricantes de injetoras para a
Brasilplast 2007. Na avaliação do gerente de engenharia de marketing e
vendas de injetoras para termoplásticos da Romi, Antonio Dottori, essas
são as principais tendências.
| Dottori ressalta ainda a
adequação às normas internacionais de segurança, além de custo, prazo
e assistência técnica. “Os fabricantes precisam oferecer equipamentos
a um preço que o mercado possa pagar e no prazo de entrega que atenda
às necessidades do cliente”, sugere. Outra preocupação se refere às
questões relacionadas ao meio ambiente e à disposição e empenho do
fabricante em mostrar alternativas nessa área. |
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| Piazzo: com custo menor, as elétricas serão destaque |
Segundo Dottori, a Romi vai expor célula de produção de
porta-semente com resina biodegradável da Basf, com molde da ferramentaria
Jacto e automação da Wittmann.
Para o gerente-comercial da Milacron, Hercules Piazzo, as injetoras
elétricas mais uma vez serão o destaque da exposição. “A escala de
produção aumentou e o custo da máquina caiu”, afirma. Segundo ele, em 85%
dos casos, as máquinas elétricas estão entre 5% e 10% mais baratas que as
similares hidráulicas ou híbridas. Essa também é uma das apostas da Himaco
que relançará na exposição o modelo híbrido.
A Milacron fabrica 3.600 unidades por ano. “Antes, as vantagens eram
relativas ao processo, como economia de energia, precisão e ausência de
óleo, entre outras. A redução do preço passa a ser mais um atrativo”,
avalia. As injetoras elétricas respondem por 95% das vendas da empresa no
Brasil. Os 5% restantes ficam a cargo das hidráulicas e híbridas. “Até o
ano 2000 essa proporção era inversa”, diz Piazzo.
Nas contas do gerente, a Milacron já instalou 200 unidades no Brasil,
desde 1997. No mundo, a soma ultrapassa as 31 mil injetoras. As indústrias
de celulares foram as primeiras a adotar a injeção elétrica. “Hoje a
tecnologia está disseminada em diversos setores, desde autopeças a
utilidades domésticas.”
Ao se confirmar como uma tendência em algumas aplicações, as injetoras
elétricas passaram a atrair a atenção também dos fabricantes chineses. “A
Brasilplast deve apresentar novidades nessa área.” De acordo com Piazzo, a
concorrência com os asiáticos ainda não ocorre em máquinas de alta
produção e tecnologia de ponta. “No entanto, a briga está acirrada nas
máquinas de combate para injeção de peças simples.”
Piazzo está otimista com as previsões para 2007. Segundo ele, o ano
começou mais aquecido, com aumento dos pedidos em carteira. “A Brasilplast
certamente vai impulsionar ainda mais as vendas”, acredita. |
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