Uma impressora sem engrenagens será o destaque do estande da Flexopower na Brasilplast. A empresa, informa o diretor Ruy Mendes Vita, fará na feira o debute da Beta CNC/SE (SE, de sem engrenagens). “Nossa expectativa com esse equipamento é grande. Antes mesmo de o apresentarmos ao mercado, já negociamos três máquinas”, comemora Vita.

Segundo o executivo, esse tipo de flexográfica custa entre 25% e 30% a mais do que uma tradicional, com engrenagens. Por outro lado, oferece uma série de benefícios. O principal é uma redução de 35% a 40% no tempo de set up da máquina, que cai para, no máximo, 30 minutos em uma impressora a 8 cores. Outra vantagem é a maior velocidade de impressão.
Impressora Beta CNC/SE será destaque na exposição

 A qualidade final do material impresso também é melhor, uma vez que o sistema elimina um efeito indesejado na impressão, as “marcas de engrenagem”.

Vita acredita que em 2007 a Flexopower deverá comercializar, no total, em torno de sete máquinas com a nova tecnologia. Além disso, a expectativa é de que clientes da empresa que contam com a versão das impressoras Beta com engrenagens, um total de 25 máquinas vendidas nos últimos quatro anos, migrem para a nova tecnologia por meio do up grade das impressoras antigas, com a aquisição de kits de transformação. A tecnologia gearless já deverá representar mais de 50% dos negócios da Flexopower no ano. Na opinião de Vita, o mercado de impressoras a 8 cores deverá migrar completamente para a nova tecnologia nos próximos anos.

Outro fabricante de flexográficas que aproveitará a Brasilplast para divulgar sua versão de impressora gearless é a Flexo Tech, informa Romário Luiz Zonneveld. A primeira máquina da empresa com a tecnologia, a Gearless Acess 8, já foi comercializada e está sendo produzida. A previsão é de que o cliente a receba em maio. O executivo acredita que a tecnologia resultará em um incremento de 15% a 20% no faturamento anual da empresa.

Mas, por enquanto, ainda são as máquinas tradicionais, em suas versões mais sofisticadas com comandos automáticos, que puxam as vendas da Flexo Tech em 2007. Zonneveld informa que a média de negócios no primeiro trimestre de 2006 era de três máquinas mensais. Neste ano, a empresa, que tem capacidade para produzir quatro impressoras por mês, teve sua programação toda tomada no primeiro trimestre, e os pedidos em carteira, feitos em abril, já garantem a ocupação da capacidade de produção do segundo trimestre.

O aquecimento das vendas no mercado interno também foi notado pela Carnevalli. O diretor-comercial Wilson Carnevalli Filho informa que as consultas no primeiro trimestre do ano superaram em mais de 20% as ocorridas no mesmo período de 2006. Apenas em março foram comercializadas quatro Amazon 8, para impressão a cores, a nova flexográfica automática da Carnevalli que, oficialmente, só será apresentada ao mercado na Brasilplast.

Segundo o executivo, a Amazon 8, que é configurada com engrenagens, tem o objetivo de suprir a demanda por tecnologia e custos baixos do consumidor brasileiro de máquinas. O equipamento conta com sistema de comando CLP, que permite a troca automática da bobinadeira e do desbobinador e o travamento hidráulico, além de banco de dados para armazenagem de receitas de trabalho.

Carnevalli informa que a empresa também desenvolveu sua versão para a tecnologia gearless, mas ainda não a apresentará na Brasilplast. “Ainda não temos uma definição sobre o lançamento comercial da tecnologia, mas deverá ocorrer nos próximos meses”, diz o executivo.

 Na mesma situação se encontra a maior fabricante brasileira de impressoras flexográficas, a Feva. “Nosso projeto está pronto, a primeira máquina está em testes e devemos lançá-la no decorrer de 2007”, informa o gerente de exportações, Geraldo Constantino Júnior.
Constantino prevê demanda de soluções automáticas

Ele observa que a tendência de procura por equipamentos com maior valor agregado não se restringe às impressoras a 8 cores e nem aos grandes clientes. Ele relata que mesmo pequenos e médios convertedores, que compram máquinas convencionais manuais, estão optando por equipamentos que permitam uma evolução para soluções automáticas. “Notamos que o cliente busca tecnologia, quando não pode levar no ato, ele se programa para a realização do up grade assim que possível”, diz o executivo.
O crescimento e o amadurecimento do mercado interno chegou em boa hora para os fabricantes de flexográficas.

Está compensando o desaquecimento das exportações. O mesmo câmbio que facilita a importação de componentes sofisticados inibe os negócios com compradores de outros países, relataram todos os executivos ouvidos nesta reportagem. Nem mesmo o grande número de visitantes estrangeiros que percorrem a Brasilplast gera muitas esperanças na reversão deste quadro.
Wutzl: setor prefere tampográfica de tinteiro selado

A Feva, entre as empresas brasileiras, é a que apresenta a maior presença internacional. Há dois anos, 65% dos negócios da fábrica foram provenientes de vendas no exterior, quando a empresa embarcou 30 máquinas. No ano passado, esse desempenho foi bem inferior, apenas 12 flexográficas foram exportadas.

“O real está em um patamar que faz as máquinas brasileiras competirem em desvantagem com equipamentos europeus, asiáticos e até argentinos. Continuamos atendendo aos pedidos de compradores tradicionais, mas não conquistamos novos clientes no exterior”, diz Constantino. O minguado desempenho das exportações é a nota negativa no animado mercado de flexografia.

Tampografia – Mercado interno aquecido e procura por máquinas com maior valor agregado também são tendências no segmento de tampografia, sistema indicado para a impressão e decoração de peças plásticas que não exigem grande escala de produção. Robert Wutzl relata que as vendas de tampográficas em sua empresa evoluíram de uma média de 30 máquinas mensais, em 2005, para 40, no primeiro trimestre de 2007.

 
 
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