Impressoras



Aumento da procura por máquinas de alto valor
agregado sofistica setor e assegura estimativas
otimistas do fabricante

 


Texto de Domingos Zaparolli e fotos de Cuca Jorge
 


O
visitante da Brasilplast 2007 que se dispuser a trocar um dedo de prosa com os fabricantes de impressoras certamente acabará contagiado pelo otimismo dessa turma. A demanda por impressoras no País está aquecida. Continuando no ritmo dos primeiros meses do ano, tudo indica que as vendas em 2007 alcançarão um patamar 20% superior ao registrado nos últimos anos.

Mas o fator que mais anima os fabricantes é outro. Tradicionalmente, o comprador brasileiro de máquinas, por restrições econômicas, toma decisões levando em conta principalmente o valor a ser pago pelo equipamento, em detrimento da relação custo/benefício apresentada pelo mesmo. O resultado é que o Brasil é o paraíso das máquinas de baixo custo e tecnologia restrita. Mas a percepção dos fabricantes de impressoras é de que esta realidade está mudando. “Está havendo uma busca maior por equipamentos com maior valor agregado”, diz Robert Wutzl, diretor-comercial da Wutzl, empresa especializada em tampografia e hot stamping.

A opinião de Wutzl é compartilhada por fabricantes de máquinas para outros segmentos de impressão, como a flexografia e a serigrafia. A expectativa destes fabricantes é de que os negócios na Brasilplast consolidem essa tendência de sofisticação do consumidor brasileiro de máquinas. “A Brasilplast será um divisor de águas em relação ao nível tecnológico das impressoras brasileiras”, diz Romário Luiz Zonneveld, gerente-comercial da Flexo Tech.

Entre os executivos do setor de equipamentos para impressão, três motivos são apontados como geradores desta preocupação do comprador de máquinas por tecnologia de ponta. O primeiro é a necessidade da indústria de embalagens plásticas em ganhar produtividade e assim lidar com as características de um mercado competitivo, onde as margens de lucro são cada vez mais reduzidas.

O movimento também é reflexo da necessidade de atender a um consumidor final cada vez mais exigente em relação à qualidade não só dos produtos, mas também das embalagens. O terceiro fator é a valorização do real, que barateia a compra de máquinas importadas mais sofisticadas ou que contam com componentes importados.
O incremento das vendas de impressoras no mercado interno é evidente no segmento de flexografia. Estima-se que foram vendidas entre 70 e 80 máquinas de banda larga em 2006 e, para este ano, a expectativa é de que sejam comercializados entre 80 e 100 destes equipamentos no País.

O perfil das máquinas vendidas aponta para uma tendência de evolução tecnológica no parque fabril.

 Nos negócios com impressoras flexográficas de banda larga ganha corpo a tecnologia gearless, que domina as vendas nos Estados Unidos e na Europa.

As gearless são impressoras sem engrenagens. Cada grupo impressor, composto de porta-clichês e cilindro anilox, possui um servomotor e todos os motores são sincronizados eletronicamente.
Vita antevê crescimento da tecnologia gearless

Até o ano passado, contavam-se cinco destas máquinas em operação no Brasil. As primeiras fornecedoras foram as multinacionais Comexi e a Windmoeller & Hoeslcher. Mas a oferta começa a ser estendida com o lançamento de equipamentos desenvolvidos por fabricantes brasileiros, compostos por um mix de componentes locais e importados.
 

 
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