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Brasilplast 2007
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Maior vitrine do
plástico da América Latina
abriga quase 1.300 expositores e acolhe mais de
60 mil visitantes nacionais e estrangeiros
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Rose de Moraes |
A 11ª Brasilplast promete oportunidades memoráveis para todos os
visitantes. De 7 a 11 de maio, cerca de 60 mil profissionais, de 60 países
com grande potencial de compra, deverão movimentar os 76 mil m² do
pavilhão do Anhembi, em São Paulo, reservados à tradicional mostra
brasileira da indústria do plástico que, a cada edição, conquista maior
número de participantes e sobe degraus da fama nacional e internacional.
A semana da exposição coincide com a passagem do Papa Bento XVI por São
Paulo (ele deverá desembarcar no Campo de Marte no dia 9 e ficará até o
dia 11 na cidade). Por conta da visita, a Alcântara Machado mudou o
horário da feira.
Do dia 7 até o dia 10 de maio, de segunda-feira a quinta-feira, a mostra
poderá ser visitada das 10 às 21 horas. No dia 11 de maio (sexta-feira), a
Brasilplast somente estará aberta ao público a partir das 16 horas,
seguindo até as 21 horas. No dia 11, às 10 horas, o pontífice deverá
realizar missa campal bem próxima do pavilhão do Anhembi, no Campo de
Marte.
Apesar das muitas novidades adiantadas nesta edição, outras tantas só
serão reveladas na feira. A estratégia é compreensível. Sugere o esforço
de várias entidades para estimular participação de visitantes, que terão a
oportunidade de conhecer as inovações tecnológicas da atual temporada.
Por tradição, a Brasilplast é
uma das ocasiões mais propícias para se estreitar contatos com
fornecedores, parceiros e clientes, e renovar ou promover novas
alianças. Conhecer lançamentos e acompanhar a grande diversidade de
máquinas e equipamentos em demonstração também serão outros grandes
atrativos do evento.
A 11a edição contará com 1.260 expositores, representando todos os
segmentos correlatos à produção e à prestação de serviços para o
setor. Lá estarão presentes fabricantes e distribuidores de resinas,
aditivos, injetoras, sopradoras, extrusoras, termoformadoras,
periféricos, moldes e impressoras. Todas essas áreas também estarão
sendo complementadas pela presença de transformadores e usuários
diretos de embalagens e artefatos plásticos diversos, provenientes de
todos os cantos do País e do mundo. |
Cuca Jorge |
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| Nascimento credita maior interesse dos estrangeiros ao aumento
das exportações |
Para Evaristo Nascimento, diretor da Brasilplast e da Alcântara Machado
Feiras de Negócios, organizadora e promotora da 11ª edição, o visitante
não poderá deixar de ver toda a feira, porque além de ser uma das três
mais importantes e abrangentes do setor plástico no mundo, representa a
maior mostra de produtos e serviços para o setor plástico de toda a
América Latina.
Questionado sobre as novidades em produtos, matérias-primas e equipamentos
ainda inéditos para o público, o diretor da feira afirmou: “Se há
novidades ainda não apresentadas na K, da Alemanha, ou na NPE, dos Estados
Unidos, temos de segurar nossa ansiedade até a abertura da feira. Isso
porque os expositores são muito estratégicos no que diz respeito à
divulgação prévia dos lançamentos. A maioria somente os apresentará na
feira. É o efeito ‘surpresa’, que causa mais impacto e não oferece margem
para a concorrência reagir.”
Neste ano, a presença de expositores internacionais na 11a Brasilplast
deverá ser das mais expressivas. Empresas representando mais de 30 países,
vindas dos Estados Unidos, Alemanha, Itália, Argentina, Suíça, França,
China, Portugal, Áustria, Canadá, Coréia e México, irão prestigiar a feira
na qualidade de expositores.
Também deverão aportar no evento várias delegações de empresários da
Áustria, Itália, Canadá e China, países com os quais o Brasil poderá
estreitar ainda mais relações comerciais. No primeiro dia da feira haverá
um encontro especial de boas-vindas aos representantes das delegações
internacionais. Dele também participam diretores e representantes do
Export Plastic, implementado por várias entidades do setor, com o apoio da
agência de promoção de exportações e investimentos, a Apex/Brasil, e
compradores do mundo todo, inscritos na rodada internacional de negócios,
a realizar-se durante a feira.
Na opinião de Nascimento, o interesse dos estrangeiros pela Brasilplast
aumenta principalmente em razão da expansão das exportações brasileiras
rumo aos mais diversos mercados, alcançando, hoje, mais de 50 países de
vários continentes.
Outro aspecto que também conta a favor é mostrar lá fora todas as
realizações e potencialidades do Brasil nesse setor. “A divulgação
agressiva feita pela Alcântara Machado em mercados estratégicos e nos
principais eventos mundiais do setor também vem somando pontos para o
crescimento da participação de expositores internacionais na Brasilplast.”
Para os expositores, a perspectiva é fechar bons negócios em cifras ainda
não contabilizadas, mas cujos montantes possam equivaler a pelo menos três
meses de vendas em comparação aos anos que não contam com o estímulo e a
projeção conferidos pela feira.
“Na 10a edição da Brasilplast, realizada em 2005, somente durante a rodada
internacional de negócios do projeto comprador, desenvolvido pelo programa
Export Plastic, com o apoio da Apex-Brasil, foram fechados negócios no
valor de US$ 400 mil”, revelou Nascimento. Em decorrência de negociações
já encaminhadas, as perspectivas para a 11a edição, portanto, são as mais
promissoras possíveis.
“A Brasilplast foi concebida e é realizada a cada dois anos para favorecer
as transações comerciais envolvendo toda a cadeia produtiva do setor
plástico. O volume de negócios, é claro, dependerá de cada expositor, mas
o ambiente oferece inúmeras possibilidades para o alcance dos objetivos de
marketing e de vendas, posicionando a feira como uma das mais importantes
ferramentas mercadológicas existentes no setor”, destacou Nascimento.
Nada mais oportuno para uma ocasião como a Brasilplast do que contar com a
presença de instituições financeiras que possam dar sustentação às
negociações, transformando muitas vezes intenções de compra em aquisições
propriamente ditas. Nesse sentido, já estão confirmadas as presenças do
Banco do Brasil e do Bradesco. Em áreas reservadas dentro do pavilhão,
essas instituições irão instalar miniagências e estarão oferecendo apoio
financeiro e linhas de financiamento para a aquisição de máquinas e
equipamentos diretamente no local, praticando taxas de spread especiais
que somente serão fixadas e divulgadas na semana que antecede à feira.
Como prega a tradição, o espaço foi organizado segundo o critério de
agrupamento por grandes setores, salvo algumas exceções, abrangendo
transformadores, fabricantes de resinas e matérias-primas, fabricantes de
máquinas e equipamentos e prestadores de serviços.
A demanda por espaço na Brasilplast, aliás, continua a ser maior do que a
oferta. Na opinião de Nascimento, a estrutura física do local tem impedido
a maior expansão da feira. “Esperamos, entretanto, que as reformas que
estão sendo planejadas para o pavilhão possam amenizar essa situação a
médio prazo. Hoje, muitos expositores reclamam que a Alcântara Machado
demora para liberar a planta, mas a maior parte deles sequer imagina o
quanto é complicado estruturar uma feira com a dimensão da Brasilplast e,
ao mesmo tempo, satisfazer as necessidades de cada um dos mais de 1.200
expositores. Essa tarefa exige que o trabalho de montagem da feira seja
realizado tal qual uma verdadeira montagem de um quebra-cabeças”, afirmou.
Questionado sobre a perspectiva de ampliação do espaço cogitada em 2005,
durante a realização da feira anterior, que projetava aumentar em 30 mil
m² a área disponível, e também levantava a hipótese de construção de um
novo pavilhão, o diretor da Brasilplast informou que tais iniciativas
ainda se encontram em fase de planejamento e que, até agora, somente foi
possível promover algumas pequenas reformas.
“No caso do Anhembi, as administrações da atual SP Turis, responsável pelo
pavilhão, conhecem as condições consideradas precárias não só do local,
como também dos acessos, e estão em busca de verbas próprias, da
prefeitura e de entidades do turismo, para saná-las. Por enquanto, essas
possibilidades estão sendo averiguadas, mas esperamos soluções para breve.
Enquanto isso não ocorre, a Alcântara Machado implementou algumas medidas
para amenizar os problemas estruturais apresentados pelo local. Por
exemplo, promovendo melhorias na organização e estruturação da planta,
visando facilitar e agilizar a locomoção dos visitantes na feira”, afirmou
o diretor.
“A Alcântara Machado e as entidades que apóiam a feira, como a Associação
Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), a Associação Brasileira da
Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Associação Brasileira da
Indústria Química (Abiquim) e o Sindicato da Indústria de Resinas
Plásticas (Siresp), trabalharam arduamente para cumprir os objetivos e
metas propostos para a 11a Brasilplast, posicionando a feira como
referência dentro do calendário mundial e fazendo dela um ambiente
propício para negociações, lançamento de produtos e marcas e
relacionamento com o público cada vez mais qualificado”, enfatizou
Nascimento.
Somados os profissionais que, direta ou indiretamente, irão trabalhar na
organização e montagem da feira, com início programado para o dia do
trabalho, 1o de maio, Nascimento contabiliza um contingente de cerca de 20
mil pessoas.
“A edição da Brasilplast começa a ser planejada após o encerramento da
anterior. Nesse caso, com dois anos de antecedência e, felizmente, durante
a realização da 10ª edição já recebíamos propostas e pedidos de reserva
para a aquisição dos espaços disponíveis para a 11a edição. Oficialmente,
porém, os primeiros estandes foram comercializados durante o lançamento da
feira, que normalmente ocorre dez meses após o término da edição
anterior”, informou.
Nesta edição de 2007 da Brasilplast, a reciclagem também terá papel de
destaque. A Plastivida planeja divulgar duas mensagens ao público da feira
do seu Projeto Repensar: a primeira, de que o isopor é um tipo de
plástico, e a outra, de que se trata de material totalmente reciclável. O
estande da entidade terá em exposição produtos feitos com o polímero.
Além disso, a prática da coleta seletiva será estimulada com a instalação
de coletores em algumas áreas do pavilhão do Anhembi, em iniciativa
organizada pela Alcântara Machado, em parceria com a Plastivida e o
Instituto Reciclázaro, de São Paulo.
Segundo a organizadora da feira, a intenção é criar uma campanha sobre a
importância da reciclagem, mobilizando os expositores, que serão
orientados a doar os itens produzidos na feira a instituições sociais. A
Reciclázaro receberá as peças produzidas nos estandes, para demonstração
ao público, e dará um destino a esse material.
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