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EUA produzem poliuretana
derivada de óleo de soja
Na onda do álcool motor e do biodiesel, os Estados Unidos também
investem em novas tecnologias baseadas em matérias-primas renováveis.
Espumas de poliuretana produzidas com polióis derivados de óleo de soja já
estão no mercado norte-americano, por iniciativa de ao menos duas empresas
locais: Urethane Soy Systems Co. (Volga, Dakota do Sul), produtora do
poliol SoyOyl, e Biobased Insulation (Rogers, Arkansas), que, além de
empregar poliol de soja, revoluciona ao empregar água para espumar suas
resinas de células fechadas. Utilizáveis em proporções entre 5% e 85% da
fração poliólica das poliuretanas, os novos insumos oferecem, segundo os
fabricantes, polímeros superiores aos obtidos com polióis de origem
exclusivamente petrolífera, incluindo superioridade em resistência à água,
estabilidade contra termooxidação e isolamento elétrico.
Óleos de soja, constituídos tipicamente de triglicerídios, contendo ácido
esteárico (15%), ácido oléico (25%), ácido linoléico (51%) e ácido
linolênico (9%), podem ser convertidos em polióis com índices de hidroxila
entre 80 e 100 mg KOH/g por epoxidação ou hidroformilação, gerando resinas
com propriedades distintas. Combinados com metileno difenil diisocianato (MDI),
polióis obtidos por hidroformilação geram poliuretanas com tempos de
geleificação de alguns minutos (ideais para moldagem por injeção RRIM).
Polióis produzidos por epoxidação do óleo, por sua vez, originam
poliuretanas com tempos de geleificação prolongados, de cerca de uma hora.
O potencial de mercado para os novos polióis é espantoso. O consumo
mundial de polióis é estimado em 5 milhões de t anuais, um terço dos quais
empregados nos EUA. Quase 4 milhões de t destes polióis vão para a
produção de poliuretanas, sendo estas últimas determinantes para sustentar
a taxa de crescimento mundial da demanda de polióis, da ordem de 5% a 8%
ao ano.
Michael Nothenberg
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