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Além de uma resistência térmica que oscila entre 120º C
a 125º C (o Vicat é de 125º C), o polímero não estilhaça, em caso de
colisões, e oferece maior liberdade de design e facilidade de moldagem, em
comparação ao vidro.
O PC também pode ser utilizado na forma de blendas, por exemplo, em
aplicações de co-injeção. Na versão luxuosa do Alfa Romeo 166, uma peça do
console central, confeccionada em blenda de PC, serve como base para
botões que acionam a navegação por satélite, o tocador de CDs, o telefone
ou o sistema de ar condicionado. Esses botões são moldados em resina pura
com co-injeção de até quatro cores e com impressão a laser de símbolos,
facilitando a sua visualização durante o dia ou à noite (com ajuda de
iluminação instalada na face posterior do console). Mesmo no Brasil, esse
mercado de peças do painel é promissor para os próximos anos, nos modelos
exportados, pois são aplicações ainda dominadas pelo polipropileno.
As blendas de PC, além disso, são candidatas quase sob medida para a
cobertura com revestimentos soft touch, muito em voga em carros de maior
valor agregado. A Bayer pretende atuar nessa área, pois em carros como os
maiores modelos Mercedes, os controles laterais de elevação elétrica do
vidro são um filão interessante ao apelo do toque suave.
O mercado de ônibus no Brasil, o segundo maior do mundo, e que conta com
uma grande fabricante, a Marcopolo, também está na mira da empresa alemã,
pelo seu potencial para absorver quase toda gama de produtos de produtos
que a produtora de resinas dispõe para a indústria de transporte. “Na
verdade, já somos fornecedores desse mercado de veículos maiores, mas
pretendemos atacá-lo de uma maneira mais conceitual. A idéia é ser visto
como o facilitador da inovação, o provedor de soluções para o usuário
final – o fabricante de veículos”, explica Schindler.
Preços – Uma das vantagens para quem participa do dia-a-dia das
vendas de plásticos de engenharia é que, embora os preços de plásticos com
propriedades destacadas sejam mais altos, não é nesse quesito que se
concentram as negociações. “A indústria de automóveis tem uma visão um
pouco mais a longo prazo, então a conversa não gira tanto em cima do preço
da matéria-prima”, diz Geraldo Gomes de Souza, da área comercial da Bayer.
“O problema é que no Brasil ainda não existe um grande centro de
desenvolvimento de tecnologia para automóveis. Esses centros estão na
Europa, nos Estados Unidos e na Ásia. Muitas vezes as empresas instaladas
aqui trazem tecnologias em desenvolvimento no exterior, e o Brasil acaba
não tendo uma atuação muito grande nesse processo”, afirma Souza. Além
disso, embora as grandes fornecedoras de resinas de engenharia ofereçam
suas soluções para a indústria automotiva e para os transformadores, há
outros fatores de influência nas vendas, como a economia possível apenas
no médio e longo prazo, ante a necessidade substituição de uma instalação
industrial existente decorrente da mudança de insumo, além do treinamento
para a operação com novos materiais. Tantas mudanças pressupõem
modificações de cultura, e esse processo é longo.
| Para facilitar essa
comunicação entre indústria e fornecedores, a Bayer dispõe de um grupo
denominado AutoCreative, uma espécie de guarda-chuva sobre todas as
atividades e áreas de alguma forma vinculadas à produção
automobilística. |
Cuca Jorge |
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| Lentes de faróis: filão tradicional do policarbonato |
O grupo existe como uma unidade sem obrigação de venda ou dedicação
exclusiva, e se assemelha mais a um time de trabalho responsável por
trazer para a empresa as discussões dos produtores de carros.
Temperatura, quesito chave – Outra grande no mercado mundial de resinas de
engenharia é a norte-americana DuPont, muito conhecida por suas poliamidas
(PA), mas que também oferece poliésteres, poliacetais, poliftalamidas (PPA)
e polímeros de cristal líquido.
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