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Para conquistar maior competitividade e enfrentar concorrência com o
poliestireno, que avança sobre os mercados também disputados pelos
acrílicos, o grupo Unigel
O uso automotivo constitui uma das principais fontes das resinas
acrílicas. Valorizadas pela alta transparência, superior à do vidro, as
resinas acrílicas conquistaram reconhecimento em lentes de lanternas
traseiras há um bom tempo. O setor automotivo chega a consumir 75% do
volume total utilizado pelo mercado brasileiro, equivalente, em 2006, a
4.500 toneladas. “Podemos afirmar que, com o lançamento de produtos acrílicos com marca
própria, iniciamos um novo ciclo de vida empresarial e nos surpreendemos
com a alta receptividade do mercado”, afirmou Jones Pellini, gerente de
marketing e desenvolvimento de novos produtos. “Como o acrílico é excelente para conservar produtos gelados, também
enxergamos oportunidades nesse setor e nos especializamos na fabricação de
peças de paredes grossas e com fundo super-resistente”, ressaltou Pellini.
Comparável ao cristal, o acrílico ainda conta com atributos de leveza,
durabilidade, segurança de uso e menor preço. Vez por outra, porém, os fabricantes desse setor enfrentam a
concorrência com os injetados em poliestireno. “Não é raro encontrarmos
empresas que copiam nossos produtos, injetam poliestireno, mas afirmam que
é acrílico. Na verdade, estão fazendo propaganda enganosa, pois o
poliestireno não tem as mesmas propriedades do acrílico e, por isso,
disputam mercados conosco, podendo apresentar preços diferenciados”,
reclamou Pellini. Na visão do empresário, o cenário do acrílico ficaria bem mais atrativo
se o poder de compra da população aumentasse e também se pudesse contar
com regras promovendo a competição de igual para igual entre os produtos
nacionais e os importados. Na opinião de Trevisan, há boas razões para se
acreditar no crescimento do acrílico no mercado brasileiro em 2007 e nos
próximos anos.
A resistência ao impacto, no entanto, não foi o único atributo
aprimorado nessa temporada. Novas resinas para aplicações em embalagens
cosméticas propiciam o efeito frost, impedindo marcas deixadas pelas
impressões digitais após o manuseio. Em relação ao passado, o perfil de consumo vem mudando. As chapas
extrudadas apresentam níveis de crescimento bem superiores aos das chapas
fundidas, do tipo cell casting (células fundidas). Segundo Trevisan, o
mercado de chapas extrudadas cresce cerca de 40% ao ano. Embora ainda
correspondam à menor fatia (20%) do mercado total, dominado pelas chapas
do tipo cast (80%), o segmento de chapas extrudadas passou a contar com
produção local do grupo Unigel só em 2001, o que significa ter pela frente
muito ainda a explorar no rumo de novas expansões.
Por razões históricas, entretanto, a Ouro Fino, fundada na década de 70, iniciou a produção de banheiras de plástico reforçado com fibra de vidro (PRFV), mantidas até hoje, mas em menores proporções no contexto geral da produção da empresa, que, definitivamente, enveredou pelo caminho de termoformar chapas desde 1987, experiência consolidada ao longo desses anos e hoje equivalente a 70% da produção. |
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