|
“Como gestor da Unipar, avalio que a necessidade da associação é clara,
representa organização, leitura de mercado e programação. É o fórum de
discussão”, resume o diretor José Luiz Franco dos Santos.
A associação deve demarcar o terreno exato da distribuição oficial,
hoje com estimativas de comercializar entre 10% e 15% da produção
brasileira de resinas. “A petroquímica deve conceder maior parcela à
distribuição”, acredita Bazan. “A ética ganhou força e empresas sem bandeiras perderam espaço para as estruturadas e que oficialmente representam a segunda geração”, opina Belli. “A credibilidade na relação cliente-fornecedor está cada vez mais disputada e as empresas sabem disso e se empenham nessa tarefa”, avalia Alexandre Couto, gerente-comercial da Clion. Dois momentos – O mercado varejista vivenciou momentos
de intensa crise no primeiro semestre do ano, marcado pela alta
competitividade e preços em declínio. “A pressão nos preços com a entrada
da RioPol, a volatilidade dos preços das matérias-primas, a questão do
dólar, tudo isso foi tempero para o estreitamento de margens”, ponderou
Franco, da Unipar. Na opinião de Ricardo Guerreiro Mason, diretor da Fortymil, repassar
aumentos de preços não é tarefa fácil, em face da realidade nacional de
sobra de resina e grande competitividade. “As margens continuam
extremamente reduzidas”, lamenta. No segundo semestre de 2006, os preços
internacionais das resinas tiveram forte alta em razão dos aumentos
constantes da nafta, insumo básico da indústria do plástico derivado do
petróleo. Além disso, o crescimento do mercado doméstico não acompanhou o
do mercado global, na avaliação de Cataldi. “As margens foram baixas,
inferiores à expectativa que projetamos para o ano.” Os negócios foram difíceis também para a Ipiranga Química, tanto em
volumes como em margem. “O mercado se caracterizou por uma superoferta de
produtos, pela entrada de uma grande produção adicional, a da RioPol, que
mexeu na rentabilidade de toda a cadeia”, comentou Chamma. Depois de um
primeiro semestre ruim, o consumo melhorou muito e os preços também
subiram; porém, na segunda metade do ano, o aquecimento foi ainda
insuficiente para absorver a oferta adicional de produto, o que impediu
uma melhor recomposição das margens. O diretor da Thathi concorda. Segundo Rodrigues, as margens estão muito
comprometidas em relação aos volumes de 2006. O dólar médio praticado
pelas petroquímicas e o aumento nos preços das matérias-primas não
permitiram o repasse planejado. “O crescimento ficou abaixo do esperado”,
declarou. As elevações nos preços impostas pelas petroquímicas nem sempre puderam
ser repassadas na íntegra e de imediato. A indústria automotiva,
responsável por quase 60% dos negócios da Thathi, é uma que não admitiu
reajustes totais, informa o diretor. Os aumentos foram negociados e
divididos em até dois ou três meses. Mesmo com todas as dificuldades, os volumes de vendas foram satisfatórios na Unipar Comercial, com aumentos significativos impulsionados pela RioPol. “O crescimento acumulado a partir de maio atingiu cerca de 40% e deve continuar crescendo neste ano”, prevê Franco. |
||||||
| <<< Anterior | ||||||