|
Resinas Distribuição ganha novo impulso com o nascimento da Adirplast, entidade representativa do setor Texto de Maria Aparecida de Sino Reto e fotos de Cuca Jorge
O desempenho do mercado varejista de resinas manteve em 2006 a rotina dos últimos anos, marcados por oscilações nos preços e no consumo. O setor enfrentou na primeira metade do ano vendas ruins e preços idem. O segundo semestre revitalizou os negócios. Um leve aquecimento na demanda evitou o vermelho no balanço, mas foi ainda insuficiente para recompor a contento as margens dos distribuidores, braços comerciais das petroquímicas no mercado transformador de pequeno porte. Outra notícia, porém, injetou novo ânimo ao varejo: a constituição da Associação de Distribuidores de Resinas Plásticas (Adirplast). Projeto antigo dos distribuidores oficiais (leia-se com bandeira), a associação nasceu em novembro de 2006, capitaneada por Wilson Cataldi, diretor da Piramidal. Na opinião unânime dos distribuidores, a nova entidade é fruto da profissionalização do mercado, conquistada a duras penas nos últimos anos, e promete reflexos intensos no decorrer de 2007. O presidente da associação preferiu manter silêncio. Acha cedo para falar sobre projetos e atividades. Os dirigentes das empresas da área, no entanto, expressaram suas opiniões animados com a novidade, mas tiveram o cuidado de não conflitar com a autoridade e funções delegadas a Cataldi. Tanta animação se justifica. Foram anos de luta para fortalecer o mercado e outros tantos absorvidos em planos, finalmente concretizados, para criar uma associação que reunisse os interesses do setor. “A profissionalização do setor é uma questão de sobrevivência, na qual as estratégias de curto e médio prazos têm pouco espaço para erros, portanto, só profissionais preparados e com posturas proativas terão chances maiores de sucesso”, declarou Carlos Belli, novo diretor-comercial da SPP Resinas, em substituição a Amarildo Bazan. Com a associação atuante, a representatividade do setor passa a ser única. Segundo Bazan, a instituição possibilitará consolidar a distribuição e desenhar o seu comportamento no mercado. Ele também espera que a Adirplast auxilie os distribuidores nos assuntos fiscais. Diretor da Thathi, João Rodrigues acalenta expectativas semelhantes: “Deve ajudar o setor em questões como crédito, contratos de distribuição e deve criar peso maior para apresentação na petroquímica.” Diretor da SM, Eduardo Sonesso acredita que o novo representante de classe também deve, de algum modo, mostrar aos transformadores a forma de trabalho da distribuição; às petroquímicas, o que a distribuição agrega ao trabalho delas; e, ao governo, o faturamento do setor. “A associação será uma vitrine, deverá vender um serviço à petroquímica para agregar valor e desenvolver mercado”, considera.
|
||||
| <<< Anterior | ||||