Se for aprovado na íntegra, e as chances são reais, o projeto irá reduzir de 17% para 9% o ICMS cobrado, desde que a indústria de transformação invista no aumento de produção por meio de ampliação de plantas industriais, construções de novas instalações e geração de emprego e renda. Nessa contrapartida, os industriais deverão investir um total de R$ 300 milhões em novos ativos logo após a entrada em vigor do Geraplast. Somente se beneficiarão das vantagens tributárias aqueles que comprovarem a adesão efetiva ao programa com base em relatórios contendo o cumprimento das metas.

Com efeito, o Geraplast irá oferecer outras vantagens para quem adquirir máquinas e equipamentos fabricados dentro do Estado, com isenções de alíquotas. Além disso, os transformadores teriam maiores prazos para recolhimento de ICMS com origem em outros Estados. Esse ponto é interessante porque o Rio Grande do Sul conta com três fabricantes de injetoras, dois de moinhos, construtores de roscas de extrusão e equipamentos de automação industrial, entre outros itens.
Basicamente, o Geraplast abrange a redução do ICMS, os programas Fundopem/Integrar de incentivo à abertura de novas fábricas com vocação exportadora, financiamento e ações da própria cadeia produtiva. “Já nos reunimos em três ocasiões com o novo governo e voltaremos a conversar no começo de março”, antecipa o secretário-executivo.

A intenção é estender as isenções de forma mais ousada em termos de números para todo o conjunto da terceira geração.
Mosmann assinala que a petroquímica gaúcha é diferenciada pelo nível de integração. Numa ponta está a Refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas, interligada à Companhia Petroquímica do Sul (Copesul) e aos quatro fabricantes de resinas poliolefínicas, a Ipiranga Petroquímica, a Braskem, a Innova e a Triunfo.

Na outra, existem 600 indústrias de transformação, as quais geram 24 mil postos de trabalho. Quase 90%, porém, contam com menos de cem empregados. Apenas 10% das empresas empregam entre 100 e 249 funcionários, e 2%, de 250 a 500.

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Ipiranga Petroquímica bateu recorde histórico de vendas na região

 A terceira geração petroquímica gaúcha se concentra em três regiões: Vale dos Sinos (Novo Hamburgo), Serra (Caxias do Sul) e Metropolitana (Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo, Cachoeirinha).

 Como explica Mosmann, a indústria é expressivamente diversificada e atua em segmentos como: calçados, embalagens rígidas e flexíveis, utilidades domésticas, brinquedos, componentes técnicos (peças e partes para a indústria automotiva, informática, telecomunicações, máquinas e implementos agrícolas, eletroeletrônica, eletrodomésticos, moveleira), construção civil, agricultura e móveis.

Outros produtos acabados e semi-acabados, como cordas, descartáveis, artigos de toucador, bobinas e lâminas, também compõem o amplo espectro dessa indústria. Tal diversificação se interliga aos demais segmentos da economia por abastecer com embalagens, peças e componentes as indústrias de alimentos (embalagens para grãos, conservas, industrializados), calçados, e ainda as dos setores químico, moveleiro, têxtil, metal-mecânico (componentes para máquinas), automotivo, agricultura, fumo e bebidas, entre outros.

A alternativa do Geraplast é motivo de otimismo na segunda geração petroquímica local. “Toda a projeção econômica é positiva. O Rio Grande do Sul tem um componente importante por sua vocação produtiva alicerçada na agricultura. Esse ano o setor deverá ser reaquecido por conta de uma paralisia de dois anos decorrente de uma seca e da crise financeira provocada pela quebra da safra de 2005”, acredita o diretor-comercial da Ipiranga Petroquímica, Eduardo Tergolina.

Para ele, o cenário de recuperação do setor primário deverá, num primeiro momento, aumentar as encomendas de embalagens flexíveis, principalmente de insumos como defensivos e nutrientes, e de embalagens destinadas ao consumo final, pois o Estado terá uma oferta maior de alimentos e irá importar menos. A extrusão deve crescer também porque o Pólo já está em expansão para absorver nova demanda. “Começamos fazendo embalagens flexíveis para embalar as safras e os produtos da ponta do consumo. Depois vieram as caixas rígidas para bebidas que substituíram a madeira. Como as garrafas de vidro estão de volta, as caixas injetadas voltarão à cena”, projeta Tergolina.

Já o sopro, pondera o executivo da IPQ, não tem como crescer porque o carro-chefe dessa indústria é a produção de cosméticos, medicamentos e higiene, e esse parque fabril está centralizado em São Paulo, pela presença das unidades da Procter & Gamble e da Gessy Lever.

No entendimento de Tergolina, as vendas de resinas deverão superar 2006 em até 5%, o que somado aos 2,2% negativos resultaria num saldo positivo de 2,8%, ou 286 mil toneladas.

Apenas 10% das empresas empregam entre 100 e 249 funcionários, e 2%, de 250 a 500. A

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Alencar: o Geraplast deverá
impulsionar a transformação

Quanto à queda de vendas por parte da segunda geração local em 2006, Tergolina credita também à entrada no mercado do polietileno processado no Rio de Janeiro.

 
 
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