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Para
ele, a empresa tem de se nivelar por cima, com os grandes transformadores,
por isso, também planeja adquirir mais periféricos ao longo do ano. Apesar
de ser de pequeno porte, a empresa possui as áreas de alimentação, dosagem
e desumidificação automatizadas. “Acho que as máquinas deveriam vir da
fábrica com o alimentador, pois é um acessório obrigatório”, comenta.
À procura de uma solução para a fabricação de copos descartáveis
diferenciados, que pudessem ser utilizados em aviões, a Strawplast, de
Santa Catarina, também buscou o auxílio de manipuladores. A empresa
precisava de um equipamento capaz de extrair a peça do molde após a
injeção, sem contato com qualquer parte da máquina. De poliestireno
(PS) e frágil por definição, o copo, em muitos casos, se rompe ao ser
retirado da injetora. A solução foi o robô W633 Ultra High Speedy, indicado para
modelos de grande porte e força de fechamento até 650 toneladas. “Com o
robô, o ciclo de injeção atinge cerca de seis segundos”, explica Milito.
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| Milito: projetos devem ser reativados |
O
ciclo básico oscila entre 20 e 25 segundos. Para o gerente de produção e
manutenção da Strawplast, Odair Ghizoni, essa iniciativa confere segurança
ao processo, além de diminuir os custos com mão-de-obra e elevar a
produtividade. “Operando desde o início de 2006, o robô possibilitou maior
higiene e confiabilidade, pois o produto é retirado da cavidade sem quebra
acidental”, exemplifica. A injetora em questão tem 550 toneladas de força
de fechamento.
A Strawplast ainda possui alguns processos manuais, no
entanto, ressalta a grande parcela de processos automáticos, como
alimentação e dosagem, por exemplo.
Apesar dos benefícios comprovados, os fabricantes de periféricos têm
de ir de encontro à falsa impressão de que automatizar os processos da
transformação custa muito caro. Milito explica que, em dez anos, o
preço dos robôs, por exemplo, foi reduzido à metade, em alguns casos,
por causa do aumento da escala e dos avanços da eletrônica. A Wittmann
também barateou o equipamento com a instalação de fábrica na China.
Apesar de essa unidade não atender ao mercado brasileiro, alguns
componentes feitos em território chinês tornam os manipuladores mais
acessíveis no País. |
Divulgação |
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Para atuar em nova área,
Quimiplast investiu em robôs |
Além
desse cenário facilitador, pelo menos, conceitualmente, a maior parte dos
transformadores aposta na melhor relação custo/benefício em detrimento do
menor preço. “Não optamos necessariamente pelo equipamento mais barato”,
diz Ghizoni.
Vantagens - “Ninguém discute a necessidade do periférico, como antes”,
diagnostica o diretor do fabricante de periféricos Rax, Daniel Ebel. Os
transformadores têm a mesma opinião. Para o sócio-proprietário da Atco
Plásticos, Emilio Perocco, os periféricos sempre trazem competitividade ao
transformador.
| “Após
instalados, esses acessórios se tornam peças fundamentais do processo.
É praticamente impossível retroceder”, completa. É consenso entre
esses dois elos da cadeia da transformação: a presença de equipamentos
eficientes indica uma produção mais limpa e organizada, além de
garantir a repetibilidade. Esses fatores somados reforçam a imagem
positiva dos usuários de periféricos, argumenta Perocco. Especializada
na produção de manufaturados plásticos de alto padrão, a empresa tem
fábrica em Vinhedo-SP e produz, entre outros, telhas translúcidas de
polipropileno (PP) e tubos SN de poliéster. “Entendemos que os
periféricos são tão ou mais importantes que as próprias extrusoras
para atingir os níveis de produtividade e qualidade desejados”,
comenta. |
Cuca Jorge |
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| Ebel aposta nos acessórios para processos de
extrusão |
Por isso, Perocco admite que, muitas vezes, compra máquinas menos
complexas e mais baratas e adiciona periféricos específicos para sua linha
de produção.
Um dos investimentos mais recentes da Atco Plásticos se refere à aquisição
de uma bomba de engrenagem para sua linha de chapa da By Engenharia,
representante nacional de sistemas periféricos de extrusão e injeção,
desde 1989. As bombas possibilitaram para a empresa um aumento de 15% na
produção horária da máquina, além de espessuras mais finas e facilidade de
set-up. “A economia se consegue com a regularidade da produção, sem
paradas”, explica Perocco. Para este ano, a empresa planeja comprar pelo
menos mais uma nova bomba de engrenagem.
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