O polietileno tereftalato, no entanto, possui um apelo ambiental que ainda pode ser melhor explorado. Sob a ótica verde, é indesejável o transporte de embalagens vazias, e sendo um dos plásticos mais leves, o PET permite que menos óleo combustível seja consumido em seu transporte e distribuição entre os elos da cadeia. Segundo Sette, um estudo de análise de ciclo de vida do Centro de Tecnologia de Alimentos (Cetea) mostrou que a resina é imbatível nesse quesito, quando ocorre o transporte entre grandes distâncias, algo comum em um país-continente como o Brasil. Do total da carga transportada por um caminhão, a resina representa apenas 2%, e esse dado estimula algumas empresas a substituírem materiais sucedâneos, essencialmente o vidro, pelo plástico. Outro fator a dar competitividade ao PET se relaciona ao consumo de água necessário para o tratamento de embalagens retornáveis, de 6,5 l por garrafa. Embalagens descartáveis, como as feitas com essa resina, não enfrentam esse problema, e a água tende a escassear e se tornar mais cara em todo o planeta.
 
Reciclagem – Por ser 100% reciclável, e por ser o plástico mais reciclado no País, o poliéster representa uma opção interessante face ao crescimento das preocupações ecológicas e às iniciativas empresariais para aderirem a essa tendência.

A indústria de reciclagem, no entanto, também não apresentou grande crescimento em 2006 (5% em volume), como mostra o segundo Censo da Reciclagem de PET no Brasil, encomendado pela Abipet. Essa atividade, porém, ainda não chegou à maturação, e a pequena expansão em 2006 está sendo interpretada como um movimento de ajuste do mercado. Uma das conclusões do estudo que Sette apontou como interessante foi o envelhecimento das recicladoras do plástico, denotando a concentração do mercado.
 
 
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