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PERSPECTIVAS
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Perspectivas
Setor prevê para
este ano apenas
3% de crescimento
Márcio Azevedo |
200 |
7
PET |
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O PET
não desfrutou dos impulsos que moveram o consumo de algumas resinas em
2006, como o polipropileno, que se beneficiou do crescimento da indústria
automotiva, ou do PVC, embalado pelo rastro de incentivos oficiais. No
caso do poliéster, o mercado não foi afetado por notícias especialmente
boas, e o crescimento, tanto no ano recém-terminado quanto neste, deverá
ser baixo.
| Há duas fábricas
de PET para aplicação em embalagens no Brasil, uma da Braskem, apta a
produzir 80 mil t/ano, e outra, de 192 mil t/ano, da M&G, que
inaugurará em 2007 uma nova planta. O investimento será responsável
pela adição de 450 mil t/ano à capacidade instalada nacional, porém
não se sabe quanto da produção será direcionado ao mercado de fibras,
nem a fração destinada às exportações. Essa capacidade de produção é
muito inferior à demanda brasileira, cujo suprimento depende de
importações. |
Cuca Jorge |
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| Sette: mercado sofre pressão com
pré-formas importadas |
Perguntado sobre o desempenho da indústria do tereftalato, o presidente
da Associação Brasileira da Indústria do PET, Alfredo Sette, disse ainda
ser cedo para definir o consumo de PET em 2006, mas confirmou que ele não
deve ter crescido. Cerca de 90% do material transformado no País se
direciona a embalagens, e a maior parte desse volume é transformada em
garrafas para bebidas carbonatadas. O restante é direcionado a nichos
muito menores, com destaque para os mercados de óleo comestível e água
mineral, este último com altas taxas de crescimento e a participação
crescente do poliéster. Também começam a surgir nichos promissores, como o
de maionese, e frascos de produtos de consumo (higiene pessoal e
fármacos), mas todos ainda sem grande escala. Como as bebidas carbonatadas,
a maior aplicação, já com seus dez anos, não apresentam mais grandes taxas
de crescimento, a expansão do mercado como um todo tem sido pequena. Além
disso, nas palavras de Sette, essa dependência com o desempenho dos
refrigerantes implica outra, a dependência com o clima, que torna o
mercado sazonal.
Os grandes pedidos começam em outubro, preparando a produção para o verão.
“E se o verão é chuvoso, há uma frustração geral. Em 2006, o clima foi
muito ruim”, lamentou Sette – por ironia de São Pedro, tendo ao fundo o
som das trovoadas de um fim de tarde em São Paulo.
Diferentemente de outros plásticos, o consumo de PET não tem uma ligação
com a renda per capita nacional tão profunda. Nas classes mais altas, um
eventual aumento dos rendimentos não provoca maior consumo de
refrigerante, e entre os menos favorecidos, pelo contrário, um saldo
melhor na conta não pode ser gasto com esse tipo de produto supérfluo. É
uma relação com a renda quase inelástica, que somada ao panorama econômico
brasileiro morno, em 2006, resultou em estagnação.
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