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“O mercado internacional tem guiado nosso otimismo e
motivado nosso desenvolvimento, demonstrando que a utilização de
compósitos tem crescido em todos os continentes, principalmente nos países
desenvolvidos”, afirmou Henrique José Andrade Ferraz, atual presidente da
Abmaco.
Ele admite ser um otimista inveterado, tendo por estrela-guia inúmeras
conquistas dos compósitos em várias partes do mundo. A diretoria da Abmaco
e seus associados esperam mesmo é enxergar um céu de brigadeiro no Brasil,
ensejando novas oportunidades de desenvolvimento ao setor e aos
empresários para alçar vôos mais altos já a partir de 2007.
A tarefa, é preciso reconhecer, será árdua. Basta observar alguns números:
enquanto os Estados Unidos consomem 40% dos compósitos produzidos no
mundo, seguido pela Europa (35%) e Ásia (22%), o consumo brasileiro está
na casa de 1%. Enquanto o consumo per capita anual na Europa e nos Estados
Unidos atinge, respectivamente, 6 kg e 4,5 kg, ao brasileiro cabe a fatia
de 600 gramas.
O consumo de materiais compósitos na indústria aeronáutica nacional ainda
é muito pequeno, segundo Ferraz. “Sabemos que a Empresa Brasileira de
Aeronáutica (Embraer), considerada uma das grandes empresas aeroespaciais
do mundo, fabricante de aeronaves comerciais, de defesa e jatos
executivos, embarca, em média, 13% em peso de materiais compósitos em suas
aeronaves. Se desejarmos manter a competitividade desse setor, serão
necessários investimentos em centros de inovação e tecnologia em
compósitos mais avançados e também direcionados à formação acadêmica, tal
qual previsto no projeto elaborado em parceria entre a Embraer, o ITA e o
IPT”, informou Ferraz.
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