Nas contas de Romi, o mercado de injetoras corresponde a um terço do faturamento das máquinas para o processamento de plástico. Na seqüência, por ordem de grandeza, estão as extrusoras, as sopradoras e os demais segmentos.

A indústria de bens de capital mecânico suspendeu a escalada de crescimento e registrou a primeira queda no faturamento desde 2000. De janeiro a outubro de 2006, o setor faturou 2,5% a menos no comparativo com o mesmo período de 2005. Nas estimativas da Abimaq, encerrou o ano com queda de 2,9% no faturamento. Até o fechamento desta edição, o balanço anual da entidade ainda não havia sido divulgado.

Ainda de acordo com as estimativas para o fechamento de 2006, o consumo aparente deverá cair 1,8% e o nível de emprego, 3,1%. A situação só não ficou mais grave para alguns segmentos por causa do aumento das exportações da ordem de 12%. “Apesar do dólar, muitas empresas continuaram exportando para manter escala e os mercados desenvolvidos com muito sacrifício”, diz Mello.

Infelizmente, esse não foi o caso das máquinas para o processamento de plásticos, cujas vendas externas encolheram 16,3%, de janeiro a setembro de 2006 em relação ao mesmo período de 2005. “A desaceleração do mercado foi mantida ao longo deste ano e, permanecendo o cenário atual, deverá ter continuidade em 2007”, afirma Mello.

Na avaliação da Abimaq, com exceção das máquinas agrícolas e de bens sob encomenda, que terão baixa no nível de emprego de 3,3% e 2,8%, respectivamente, os demais segmentos deverão apresentar queda de 0,1% no próximo ano.

Ameaça externa As importações de bens de capital mecânico da China avançaram mais de 97%. “Aumentaram em máquinas seriadas e baratas e foram impulsionadas pela desvalorização artificial da moeda chinesa e pela valorização do real”, explica Mello. Dentre os segmentos mais afetados, cita as injetoras para plástico.

Sem obter sucesso no pedido de salvaguarda em relação às injetoras chinesas, a Abimaq estuda a possibilidade de mover uma ação anti-dumping. De acordo com Romi, os insumos para a fabricação de injetoras custam entre U$ 5,8 a US$ 9 o quilo, e os equipamentos da China são vendidos no Brasil com preço entre US$ 2,5 e US$ 3,5 o quilo. “As injetoras chinesas representam 73% do total das importações desse segmento”, diz Romi.

 

 
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