As
previsões para o segmento de máquinas para o processamento de plásticos
são retraídas e espelham as projeções globais do setor de bens de capital
mecânico, divulgadas pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e
Equipamentos (Abimaq)
em dezembro de 2006.
“As margens estão muito reduzidas”, afirma o presidente Newton de Mello. Na avaliação de Mello, se um conjunto de políticas desenvolvimentistas, com incentivo aos investimentos, não for adotado pelas autoridades econômicas, a possibilidade de recuperação do setor pode ocorrer apenas no fim do segundo semestre de 2007. Segundo o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Abimaq, Giordano Romi Júnior, o câmbio e o aumento das importações de produtos manufaturados estão entre os principais vilões. “A importação de produtos acabados prejudicou a transformação nacional e minou o potencial de investimento, afetando fortemente os fabricantes de máquinas no ano passado”, afirma. De acordo com Romi, a importação de manufaturados plásticos foi mais nociva que a de máquinas, sendo que esta aumentou 22,9% de janeiro a setembro, no comparativo com o mesmo período de 2005. “Com o dólar e os juros nesses patamares fica impossível crescer.” Outros indicadores da CSMAIP são negativos. De janeiro a setembro, o faturamento caiu 16,6%; passando de quase R$ 582 milhões para pouco mais de R$ 485 milhões. Os pedidos em carteira recuaram 5,6%; o nível de utilização da capacidade instalada encolheu 2,2%; e o número de empregos, 10,3%. As expectativas de geração de empregos se mantêm negativas em 2007.
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