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Apesar
da questão da escala, Tarantino, da Solvay, destaca a excelente qualidade
das janelas brasileiras de plástico e aposta que fatias acima de 10% do
mercado interno, de 20 milhões de unidades por ano, começam a fornecer
melhores custos de produção.
A
resina de PVC, de modo geral, tem obtido melhor competitividade que outros
plásticos no mercado nacional, como PE e PP, devido ao menor preço,
influenciado pela cotação internacional da resina. No Brasil, os preços
caíram até meados de abril e maio, estiveram estáveis em agosto e
mantiveram recuperação até meados de outubro e novembro. O diretor
comercial da Braskem sugere que uma relação entre oferta e demanda menos
apertada no mercado do PVC, ou talvez menor ligação com o preço do
petróleo poderiam explicar esse movimento, mas a razão é incerta.
Perspectivas –
Ambos
os produtores nacionais, Braskem e Solvay, mantêm a expectativa de
manutenção do crescimento em 2007. Na leitura da empresa brasileira, a
taxa de 8% se repetirá; a multinacional belga vê diminuição do ritmo,
planejando crescer entre 4% e 5%. O próximo ano pode presenciar o restabelecimento do consumo recorde de 2000, abrindo caminho para
crescimento efetivo a partir de 2008, caso se mantenha a expansão. Tarantino acredita que a situação dos laminados pode melhorar, em função
de produtos que estão sendo desenvolvidos no Brasil para a área de
geomembranas. O trabalho de abertura de novas aplicações é contínuo, e,
pelo segundo ano consecutivo, a Solvay, em parceria com o Instituto de
Arquitetos do Brasil (IAB), ofereceu premiação para iniciativas em prol da
arquitetura sustentável.
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Foram
recebidas 70 inscrições de trabalhos oriundos de São Paulo, Rio de
Janeiro e Paraná, e o prêmio populariza entre os estudantes diversas
aplicações para o PVC. A
Braskem, além de se envolver com ações que buscam menor IPI para os
laminados, também tenta impulsionar o fornecimento de cisternas de PVC
para habitações no Nordeste. Nessa região, é necessário armazenar água
quando chove e o método tradicional, em que é construída uma espécie de
piscina de alvenaria em buraco cavado no solo, é mais complexo que o
emprego de cisternas com lonas de resina maleável instaladas em bases
estruturais de ferro. |
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| Há espaço para mais perfis de PVC, acredita Guidolin |
A empresa doou 500
conjuntos desse tipo para instalação em residências alagoanas, apostando
na divulgação da aplicação.
Cenário mais diversificado – Entre os produtores de compostos de
PVC, o panorama dominante também foi de crescimento, mas a partilha do
aumento segue padrão mais diverso que o observado entre os fornecedores de
resina pura.
As
principais fabricantes de compostos do Brasil, Karina e Dacarto Benvic,
expandiram de suas vendas; a Link, com cinco anos no mercado e atuação
voltada para determinados nichos de menor volume, também ampliou as
vendas, mas a Corte-Vivo, voltada aos menores clientes do mercado,
registrou retração na produção.
Principal competidora do mercado brasileiro, a Karina deve atingir as
metas de crescimento ao redor de 8% em volumes. |
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| Penido critica referêcia negativa de importado |
Conforme informou o gerente de vendas Edson Penido, no valor acumulado até
setembro, a expansão do mercado interno de compostos chegou a 11%, em
relação a 2005, puxada pelos mercados ligados à construção civil. No
universo de clientes das composteiras, isso significa que fios e cabos
registraram boas vendas (adicionalmente, esses produtos encontram
aplicações em indústria automotiva, elétrica, e de eletroeletrônicos), bem
como perfis (entre eles forros, esquadrias, portas sanfonadas, batentes e
divisórias) e mangueiras.
Penido reputa os incentivos ao financiamento da casa própria como o
principal impulso ao crescimento, dentro da conjuntura positiva de 2006.
A rentabilidade do negócio, entretanto, segue comprimida. “Os aumentos de
custo de matérias-primas, resina e plastificantes, não foram repassados
para nossos clientes com a mesma velocidade. A força da segunda geração
com seus clientes é bem maior que a dos composteiros”, afirma Penido.
Para piorar, os consumidores de compostos pressionam por repasses
imediatos, quando há quedas nos preços internacionais das matérias-primas
dos composteiros. Esses preços têm balizado os brasileiros, mas com algum
atraso. Além disso, entre mil e 1,5 mil t/mês de compostos argentinos têm
penetrado no mercado nacional com preço sem precedentes no País. Mesmo que
a importação não ultrapasse 10% do consumo total, ela é prejudicial pela
referência distorcida de preços que cria.
“Poderia ser até uma fatia menor do mercado. O problema não é o volume,
mas a referência que fica, sempre a mais baixa”, relata o gerente da
Karina, culpando a briga com os compostos importados da Argentina pela
maior fatia da queda de rentabilidade do negócio em 2006. Essa situação
pode ser agravada quando a China alcançar, dentro dos próximos dez anos, o
posto de maior produtor mundial de resina de PVC, e portanto, também o de
maior exportador, fato que acarretará outros ajustes nos mercados
mundiais, inclusive no brasileiro.
Com excesso de capacidades instaladas, a indústria brasileira também passa
por acirrada competição entre os players do mercado interno. Em segmentos
em que não há normatização ou maior demanda técnica, esse embate pode se
tornar uma guerra de preços, que acaba se traduzindo em compostos mais
“pobres”. Os fabricantes preferem dizer que há produtos adequados às
necessidades do cliente, mas é certo que em segmentos como o de calçados,
em que o composto de PVC concorreu até com sucata, em solados injetados
houve tentativas de aproximação de um patamar mais baixo de preços. Esse
nicho representa pequeno volume de vendas e não reflete a maioria do
mercado, afirma Pinedo.
Com uma capacidade instalada que praticamente cobre a demanda brasileira,
a Karina reforçou a política de atendimento a clientes de menor porte.
Esse universo tem produtos muito únicos e específicos que demandam
pequenos volumes, mas têm alto valor agregado (caso de linhas especiais de
grandes competidores), e também há clientes que são pequenos participantes
de grandes setores do mercado. Eles respondem por uma fatia importante do
consumo brasileiro e a Karina está abrangendo toda a segmentação do
mercado nacional. As vendas da empresa oscilaram ao redor de 19 mil t/mês
em 2006, para mercado de cerca de 230 mil t no ano. Esse número é o mesmo
de 2001 e comprova que nos últimos seis anos o composto de PVC patinou no
País.
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