Poliamidas
O velho plástico de engenharia
mantém boa saúde nos negócios

Simone Ferro

Cuca Jorge

Pioneira nas aplicações de engenharia, as poliamidas (PA) – ou náilons, como são mais conhecidas – garantem formulações com excelentes balanços de propriedades. Resistência a temperaturas elevadas, boa combinação entre tenacidade e rigidez e facilidade de processamento estão entre os atrativos dessa numerosa família que inclui as poliamidas 6.6 (união de uma diamina e um diácido) e PA 6 (derivada de um aminoácido de lactama) e suas especialidades.

Completam a lista a PA 4.6, PA 10, PA 11 e PA 12, entre outras. Mais recentemente chegaram ao mercado as superpoliamidas e poliftalamidas (PPAs), alternativas aos metais e termofixos que permitem ampla gama de aplicações em diversos segmentos.

Segundo a gerente de produto HTN Zytel da DuPont, Karen Milena Guedes, as poliamidas parcialmente aromáticas ou PPAs combinam produtividade e fluidez durante a moldagem, com excelente resistência mecânica estrutural e estabilidade dimensional, em ambientes severos, úmidos ou secos.

Cuca Jorge

Coletor de admissão de dupla entrada fabricado com PA da DuPont

“Possibilitam a redução no peso das peças e ampliam a resistência às altas temperaturas, a cargas mecânicas e a produtos químicos e agressivos, como combustíveis e outros fluidos automotivos.”

Na avaliação de Karen, a indústria automobilística está entre as que mais se beneficiaram com o produto, principalmente por causa da redução no peso do veículo, o que favorece a economia de combustível, atendendo às normalizações internacionais de níveis de emissões e de melhoria do desempenho. “Já existem desenvolvimentos em outros segmentos como eletrodomésticos, eletroeletrônicos e na área de máquinas”, diz.
 

 
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