Moinhos
Nova safra de equipamentos
opera com menos ruído
e atende segmentos críticos
como policarbonato e PET

Rose de Moraes 

Divulgação

Série  RS 26 da Piovan dispõe de um rotor aberto

Os fabricantes de moinhos granuladores não se cansam de provar ao transformador o quanto é possível economizar nas produções sem perdas ou desperdícios. A presença de moinhos eficientes nas indústrias reforça a imagem positiva das empresas usuárias, indicando produções mais limpas e organizadas, em conformidade com as normas de qualidade, e ciclos completos de produção sem gerar sobressalentes.

São vários os novos desenvolvimentos nesse campo, comprovando a evolução desses equipamentos quanto à eficiência e produtividade, além do maior envolvimento com aplicações mais críticas. Os modelos de nova geração se tornaram mais silenciosos, com níveis máximos de ruído de 80 decibéis, com projetos para solucionar necessidades específicas dos vários setores da transformação.

Providos de mais recursos, nem sempre sofisticados e onerosos, os novos equipamentos prometem recuperar cem por cento dos materiais moldados. Na maior parte dos casos, com resinas virgens, cujas “sobras” não deveriam ser consideradas como perdidas ou simplesmente sucateadas para usos menos nobres. A quantidade de peças e lotes fora de especificação, cujos volumes ninguém arrisca somar, por si só justificariam a presença dos moinhos nas indústrias da transformação.

Mas é preciso também levar em conta os volumes gerados por rejeitos, e aparas, filamentos e fragmentos, ou galhos, como são denominadas as sobras valiosas e recuperáveis de moldados, só não computadas como perdas totais porque acabam seguindo para reciclagem.

Até bem pouco tempo atrás, fabricantes de discos ópticos, como CDs e DVDs, não ousavam recuperar materiais com imperfeições, bem como galhos de injeção de policarbonato, material de alto valor agregado, pelo receio de contaminar com pós e metais suas produções.

Lacunas desse tipo, atribuídas à falta de tecnologias mais apropriadas e confiáveis, que pudessem assegurar o retorno sem riscos dos materiais moídos às injetoras, totalmente isentos de pós e partículas metálicas, felizmente, estão ficando para trás.

A tecnologia italiana da Piovan, por exemplo, marca o desenvolvimento de um novo moinho especial, o RN 166, que permite reaproveitar todos os galhos da injeção de discos ópticos, como DVDs, evitando perdas e levando à prática o princípio das produções mais limpas.

Para o Ricardo Prado Santos, vice-presidente da Piovan do Brasil, o novo moinho representa uma das aplicações mais inovadoras e que oferece rápido retorno ao capital investido. “Nos Estados Unidos, um único transformador chegou a encomendar 150 equipamentos desse tipo em virtude da eficiência e da perspectiva de retorno dos investimentos”, comentou Santos.
 

Divulgação

Modelo RN 166 da Piovan ocupa pouco espaço nas instalações

Construído em aço inoxidável, o moinho RN 166 ocupa pouco espaço nas instalações e mede apenas 770 mm x 445 mm. Classificado na categoria de moinhos de baixíssima rotação (125 r.p.m.), opera em circuito fechado e tem rotor com multilâminas, contando com sistema de aspiração que permite acoplamento a uma, duas ou até três injetoras. Além de não gerar pós, o equipamento ainda proporciona a recuperação imediata dos rejeitos de policarbonato sem necessidade de secar o material moído. “O policarbonato é muito higroscópico e não pode ficar em contato por muito tempo com o ar, pois absorverá umidade”, explicou Santos.
 

 
  <<< Anterior
Próxima >>>