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Não é de hoje que o plástico conquistou seu espaço nos eletrodomésticos de linha branca, como refrigeradores, freezers, lava-louças, fogões e lava-roupas. O material, há décadas, é empregado em uma ampla gama de itens destes equipamentos, como no revestimento interno de geladeiras e freezers, em bandejas e grades, tampas de máquina de lavar, botões, puxadores e compressores. Para a indústria do plástico, a questão é saber se ainda existem espaços para o material ampliar sua presença, substituindo o aço, em mais componentes utilizados neste segmento de negócios, bem como as evoluções tecnológicas em resinas que interessam ao setor, possibilitando a venda de plásticos com maior valor agregado. Robert Stockmann, superintendente de suprimentos da BSH Continental, fabricante das marcas Bosch e Continental; Carlos Silva, gerente geral de tecnologia e projetos da Mabe, controladora no Brasil das marcas GE e Dako; e Mário Godinho, líder global de desenvolvimento de materiais para refrigeração da Whirlpool, fabricante das marcas Brastemp e Cônsul, acreditam que sim, o plástico continuará conquistando novos campos de aplicação no setor. Mas nenhum dos três abre muito o jogo sobre seus projetos. Silva limita-se a informar que ainda existem muitas peças metálicas que podem ser substituídas por plásticos de engenharia. Stockmann não é muito mais expansivo em sua resposta. “Temos vários projetos que implicam em intensificar o uso do plástico, porém, não podemos revelar em quais itens, são estratégicos”, diz o executivo. Stockmann, no entanto, dá uma pista. Ele comenta que a tendência é de cada vez mais utilizar materiais plásticos em produtos como o fogão, talvez o eletrodoméstico mais complicado de aplicar o material em função das altas temperaturas, além de refrigeradores e lavadoras. “Não temos dúvidas que a aplicação do plástico será ainda maior nos próximos anos”, afirma. Godinho, por sua vez, diz que a pesquisa por materiais
resultantes de inovações com benefícios diretos ao consumidor ou melhor
desempenho industrial, é uma das preocupações constantes do setor. E, para
ele, as oportunidades de ampliação do uso do plástico ainda são grandes,
tanto em aplicações estruturais como estéticas. |
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