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Exceção à regra, a Himaco, outra fabricante tradicional do mercado, também de Novo Hamburgo, não se sentiu abalada com os negócios da China, embora prejudicada em suas exportações pelo câmbio. “As máquinas asiáticas têm um valor de venda mais baixo que as nacionais, em geral, porém pouca tradição, o que tem nos beneficiado”, pondera o seu gerente de vendas, Cristian Heinen, que prefere manter sob sigilo suas vendas no ano, por questões estratégicas. Chineses na manga – Não foi apenas nas transformadoras de pequeno porte e baixo poder de investimento que as injetoras chinesas entraram. Com o mercado recessivo, até as indústrias de maior porte abriram suas portas para as máquinas asiáticas, ainda que restritas à produção de peças de pouca exigência, como uma saída para cortar custos. “Mesmo grandes empresas, que compram máquinas européias, também têm comprado máquinas chinesas para fabricar peças com menor rigor técnico”, testemunha o gerente-geral da Demag, Udo Löhken. Assim, mesmo atuando em ramos diferentes, as máquinas chinesas afetaram pontualmente os negócios. “Os asiáticos incomodam sim, os transformadores mesclam a produção com máquinas chinesas para fazer peças de menor exigência técnica”, comprova Marcos Cardenal, engenheiro de vendas da Battenfeld.
“Há grandes competidores mundiais, fabricantes de primeira linha, sucumbindo com a entrada forte dos asiáticos”, alerta Löhken. Ele considera um desafio para o mercado, em nível mundial, conseguir fornecer máquinas a preços competitivos, agregando valor e tecnologia. Decidida a encarar o problema de frente e ganhar maior competitividade, a Battenfeld mudou a sede para a Áustria. Além do corte nos custos, a decisão ponderou também o fato de a unidade austríaca ser maior que a fábrica alemã, a antiga matriz. “A unidade alemã deve concentrar só máquinas especiais, feitas sob encomenda, e a Áustria, todas as outras séries”, informa Cardenal. O propósito é obter custo de escala e também investir em padronização, o que permitirá reduzir peças de estoque. Também a fábrica da Sandretto, na Itália, está passando por uma fase de reestruturação. No ano passado, todo o conglomerado Sandretto foi vendido para o grupo americano Taylor’s, com atividade em diversos segmentos, entre os quais a área de máquinas, sob o encargo da HPM. De acordo com a política italiana, no segundo trimestre deste ano, o governo italiano assumiu o comando para uma administração extraordinária e saneamento da empresa, de modo semelhante à situação ocorrida anos atrás, quando a Sandretto passou para as mãos do grupo Canon. Desvinculada da Itália desde 2002, a Sandretto do Brasil opera sob o guarda-chuva da HPM. “A HPM é uma fábrica de 130 anos, a mais antiga dos Estados Unidos, especializada em máquinas de grande tonelagem, de 1.000 a 4.500 t de força de fechamento. Com a aquisição da Sandretto, que produz máquinas de 70 t a 1.000 t de força de fechamento, a HPM completou a linha de produtos”, explica Pantuffi. De acordo com ele, a fábrica brasileira foi eleita centro comercial, técnico e de serviços da América do Sul. O diretor aproveita para anunciar a ampliação do leque de produtos comercializados pela empresa, como máquinas maiores e injetoras verticais da HPM, e máquinas de injeção múltipla da Windsor, outra empresa do grupo. “Até nacionalizamos uma linha multiinjeção, a Plug & Press”, comenta. Vendas recuam – A Sandretto acompanhou o mercado, que neste ano foi recessivo, na opinião de Pantuffi. “As máquinas para plástico tiveram queda média de 20% e nossas vendas acompanharam esse ritmo”, informa.
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