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Extrusoras

Setor prioriza
máquinas mais
produtivas e
garante novos
investimentos

Renata Pachione

Modelos de co-extrusoras se consolidam como as preferidas do transformador, da mesma forma que as dupla-roscas co-rotantes também ameaçam a soberania das monorroscas. Não é à toa, tradicionais fabricantes de máquinas, como a Rulli Standard, sustentam o faturamento nas co-extrusoras, cujas vendas respondem por 70% do total. Às voltas com projetos especiais, o setor se abastece com novos desenvolvimentos e equipamentos diferenciados. Mas também cresce em quantidade. Reconhecida por sua atuação no segmento de injeção, a Sandretto do Brasil decidiu participar, de forma efetiva, também do mercado de extrusão de chapas e perfis, por meio da tecnologia da norte-americana HPM.
 

Por enquanto, o movimento da Sandretto do Brasil é tímido, pois não produz máquinas no País, no entanto, a companhia tem planos de entrar com mais força no setor em breve. “Os negócios começam a se concretizar agora”, anuncia o diretor-geral da Sandretto do Brasil, Eduardo Pantuffi. As máquinas comercializadas pela empresa brasileira são da norte-americana HPM, uma das divisões do grupo Taylor´s, também responsável pelo controle da Sandretto do Brasil. Especializada em modelos de grande porte, a HPM é reconhecida como um fabricante internacional de primeira classe na área de chapas. Por isso, com a compra da Sandretto, o CEO Christopher Filos decidiu ampliar a oferta de produtos disponíveis ao mercado nacional e importar as máquinas da HPM. No momento, a Sandretto do Brasil dá suporte comercial e técnico a toda a América Latina e, quando o negócio estiver maturado, o que depende de algumas variáveis como o desempenho do mercado e o câmbio, haverá a transferência da tecnologia para a produção das máquinas localmente.
 

A empresa atua com duas linhas principais: Prodex e Prodex Plus. A primeira compreende máquinas com roscas de 38 mm a 90 mm. São modelos pré-concebidos com vários opcionais. A Plus é uma linha de máquinas feitas sob medida, para atender às necessidades específicas do transformador. Esses modelos são de roscas extrusoras de 38 mm até 381 mm de diâmetro e relação L/D de 12:1 até 50:1. Os planos do vice-presidente de vendas e de marketing da Taylor´s, Gerry Sposato, apontam que a nacionalização dos modelos terá início com a Prodex.
 

A tecnologia HPM tem tradição no mercado global. A empresa possui linhas de extrusão de até 11 camadas diferentes de co-extrusão e fabrica chapas de espessura de um centésimo de polegada até 40 milímetros. Entre os destaques da marca figuram as máquinas para chapas de um a dez metros de largura. “No mundo, só nós fazemos essa de dez metros”, orgulha-se Sposato. A linha da HPM conta com cilindros de 304 a 1321 mm de diâmetro.
 

Sem incluir as negociações em andamento no Brasil, em média, a HPM comercializa de 15 a 20 linhas da Prodex e da Prodex Plus por ano, a maioria desta última. Segundo Sposato, o grupo prevê inserir no Brasil de três a cinco linhas por ano. “Pretendemos aumentar esse volume paulatinamente”, comenta Pantuffi. O grupo quer fixar a presença no País, de maneira sólida e sustentável. “Acreditamos no potencial do mercado brasileiro”, conclui Sposato. As máquinas da HPM podem ser financiadas, seja pela própria Taylor´s ou instituição financeira.
 

A confiança estrangeira no País está em alta. Segundo estimativa da alemã Coperion, o mercado brasileiro absorve em média 20 máquinas dupla-rosca co-rotante por ano. Para o gerente de vendas Marcelo Takimoto Albernaz, esse volume deve aumentar. Na avaliação dele, esse tipo de modelo vem substituindo tanto a monorrosca, como a dupla-rosca contra-rotante. Essa troca não se dá somente em nichos específicos, como é de praxe, mas também em setores de domínio da monorrosca, como a reciclagem. “O mercado está percebendo a necessidade de utilizar a dupla-rosca co-rotante para alguns processos diferenciados de reciclagem, em que a degasagem é fundamental”, afirma Albernaz.
 

Segundo os fabricantes, o mercado brasileiro tem priorizado a redução de gastos e o aumento da escala de produção. Por isso, os aperfeiçoamentos tecnológicos têm proposto menor consumo energético e degradação mínima das resinas, além de aumento do torque e maior rotação de processamento.
 

Esse cenário confirma o avanço das dupla-roscas co-rotantes, pois o modelo atende a essas solicitações, além de apresentar reprodutibilidade e melhorar a qualidade do material produzido. Divulgação
 
A Sandretto do Brasil comercializa o extrusor Prodex

 

 
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