Empresas brasileiras vão às universidades para criar produtos
José Paulo Sant' Anna

É significativa a preocupação, dentro das fábricas nacionais de matérias-primas, de investir na pesquisa e desenvolvimento de compósitos obtidos a partir da adição de partículas nanométricas, e os fornecedores de polipropileno prometem ser os primeiros a lançar produtos do gênero. Mas o movimento atinge as mais variadas produtoras de resinas.

Entre as empresas pioneiras em investimentos, a Suzano Petroquímica promete lançar dois compósitos de polipropileno enriquecidos com nanopartículas ainda em 2006. As características dos novos produtos são cercadas de mistérios.  “A concorrência está de olho nos estudos que estamos realizando e não podemos adiantar nada sobre os lançamentos”, despista Cláudio Marcondes, gerente de novos produtos da empresa.

Cuca Jorge

Suzano lança nanocompósitos para filmes e injeção

A Braskem promete lançamento de produto similar até dezembro. “Já contamos com duas patentes desenvolvidas a partir de estudos de nanotecnologia”, revela Susana Liberman, pesquisadora da empresa. Duas outras iniciativas do gênero tomadas pela Braskem chamam a atenção. Uma refere-se aos estudos que a empresa patrocina para incorporar nanopartículas no polietileno. A outra foi o lançamento do programa Núcleo de Estudos Avançados do PVC (NEO PVC), que tem entre seus objetivos a pesquisa e desenvolvimento de aplicações de nanotecnologia para aprimorar o desempenho deste plástico.

A Ipiranga Petroquímica, com pesquisas voltadas para o polietileno, e a Petroquímica Triunfo, com estudos para polietileno e EVA, são outras empresas brasileiras que investem no tema. A Oxiteno, fornecedora de matérias-primas para os fabricantes de resinas, faz pesquisas para desenvolver aditivos para a fabricação das nanopartículas de argila, cargas nanométricas, por enquanto, mais utilizadas para enriquecer os polímeros e disponíveis no mercado brasileiro apenas por meio de importações.
 

 
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